sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano. 
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".


Fontes: 


Dia do Professor em outros países:
Estados Unidos: National Teacher Day - na terça-feira da primeira semana completa de Maio.
World Teachers’ Day - UNESCO e diversos países - 5 de Outubro
Tailândia - 16 de Janeiro
Índia - 5 de Setembro
China - 10 de Setembro
México - 15 de Maio
Taiwan - 28 de Setembro
Argentina - 11 de Setembro
Chile - 16 de Outubro
Uruguai - 22 de setembro
Paraguai - 30 de Abril

14/10 - Martin Luther King Jr. recebe o Prêmio Nobel da Paz / 1964





















"O Dr. Martin Luther King, Prêmio Nobel da Paz em 1964, principal expoente e líder da não-violência nos Estados Unidos, morreu hoje depois de ter sido atingido em pleno rosto por disparo de arma de fogo, segundo anunciou o subchefe da Polícia de Menfis, onde o insigne batalhador pela causa da integração racial e dos direitos dos negros nos Estados Unidos instalara seu quartel-general para dar inicio a nova marcha pela integração nesta cidade do Tennessee. Dois homens não identificados foram detidos. King foi baleado enquanto estava na sacada do hotel.
O Rev. Anw Young, vice-presidente da Conferência Meridional de Orientação Cristã, presidida por Martin Luther King, afirmou que a bala o atingira no pescoço e na parte inferior do rosto."
Com esta notícia o mundo tomou conhecimento, em 4 de abril de 1968, às 6 h da tarde, da morte do Pastor Martin Luther King Jr, assassinado em Mênfis com um tiro na cabeça. Morreu levando para o túmulo seu "sonho americano" de uma sociedade justa e livre de preconceitos.
Em 1929, Luther King já era pastor adjunto de uma comunidade. Morava com sua mulher Alberta e sua filha Cristina de um ano, na casa de seu sogro, um pastor de renome chamado Adam Daniel Williams.
A casa possuía doze peças e fora construída no coração de Atlanta, na Avenida Auburn, artéria muito importante para a comunidade negra da cidade. A Igreja Batista de Ebenezer, onde também começaria a pregar Martin, localizava-se nesta mesma avenida.
Na grande casa ocupada pelos King e Williams, o movimento era febril naquelas primeiras semanas de janeiro de 1929. Alberta não passava bem no final da gravidez e todos se mantinham em grande expectativa. No dia 14, o estado de saúde de Alberta King piorou muito, mas finalmente no dia seguinte, 15 de janeiro de 1929, vinha ao mundo um menino que, para maior angústia de todos, parecia ter nascido morto. Entretanto, após vigorosa palmada do médico, o bebê principiou a gritar. Passava, assim, a respirar o futuro grande líder negro, que foi registrado, devido a um erro do encarregado do registro civil, como Michael Luther King Júnior, nome que só foi mudado oficialmente para Martin Luther King Júnior em 1957.
Com a morte do sogro (Williams) em 1931, o jovem pastor assumiu a posição de condutor espiritual daquela que viria a ser a igreja onde Martin Luther King Jr. principiou sua carreira de pregador, transformando-se mais tarde num dos maiores guias espirituais da humanidade nos tempos modernos. Naquele ano de 1931, data do completo êxito de Luther King, seu ilustre filho contava então apenas dois anos de idade.
Martin, sua irmã mais velha Cristina e o caçula Alfred Daniel cresceram em um ambiente confortavelmente burguês. O ano de 1929, início da grande Depressão norte-americana e ano do nascimento de Martin, deixou 65% dos negros de Atlanta desempregados, mas o lar dos King não viria a ser atingido pela crise. Jamais moraram em uma casa alugada e, segundo as próprias palavras de Luther King, jamais andaram muito tempo em um automóvel que não estivesse totalmente pago. Apesar de toda esta estabilidade, ainda mais acentuada quando notamos que o temperamento calmo e tranqüilo da mãe servia de equilíbrio à índole inconstante e emotiva do pai, Martin Luther King Jr tentou o suicídio duas vezes antes dos treze anos de idade, o que vem a mostrar a instabilidade emocional do menino que, já a essa altura, estava tomado pelos fantasmas de sua condição de negro uma sociedade que não admite tal fato. A primeira tentativa deu-se quando sua querida avó, Jennie Williams, sofreu um acidente que fez com que perdesse a consciência. Julgando-a morta, Martin saltou da janela do primeiro andar sob os olhares atônitos da família. Quando, em 1941, sua avó realmente morreu, Martin tornou a saltar do primeiro andar, e mais uma vez não sofreu mais do que pequenos arranhões.
Em 1935, Martin entrou na escola pública, passando em seguida para uma instituição privada, a Escola Experimental da Universidade de Atlanta, freqüentando depois a Escola Secundária Booker T. Washington.
Nesta altura a família King muda-se para uma rua bem mais rica, a Boulevard Street, ocupando uma bela casa de tijolos vermelhos. Luther King já é então pastor influente, ocupando importantes cargos junto a todos os conselhos de direção dos mais variados movimentos em favor dos negros de Atlanta, o que provoca o recebimento de cartas anônimas e constantes telefonemas injuriando-o e ameaçando-o de morte, principalmente por parte da Ku Klux Klan. Este clima de ameaças serviu para despertar no menino Martin a real consciência do mundo em que vivia, levando-o a meditar sobre as terríveis contradições sociais que geravam tanto ódio, tanta violência, tanta desumanidade.
Em setembro de 1944, Martin Luther King Jr., seguindo a tradição da família, entra para o Morehouse College. Optando pela sociologia, Martin mostrou ser um ótimo estudante, integrando-se muito bem no ambiente do campus, onde às vezes surgiam discussões políticas e sociológicas. Em junho de 1948, recebe o seu diploma, deixando assim o Morehouse College, onde foram plantadas as sementes intelectuais no espírito sensível e emotivo do jovem futuro líder que viria projetar-se no mundo inteiro.
No outono de 1948, Martin Luther King Jr. sai de Atlanta e dirige-se para a cidade de Chester, Pensilvânia, ingressando na Faculdade de Teologia Crozer. Martin já se encontrava plenamente consciente da explosiva situação mundial, semeada de conflitos sociais de toda espécie, que permaneceram latentes após o término da Segunda Guerra Mundial.
Em junho de 1951, recebe seu diploma em Teologia, encerrando assim mais urna importante etapa de sua formação intelectual. Quase que imediatamente, inscreveu-se no curso de Filosofia da Universidade de Boston, para onde segue no outono seguinte. E nesse período que ele trava conhecimento com Coretta Scott, a bela e inteligente moça que viria a ser sua esposa, a companheira nos dias luminosos e também nos trágicos. O casamento se realizou a 18 de junho de 1953. Em setembro de 1954, Martin tornou-se pastor da Igreja Batista da Avenida Dexter, em Montgomery, Alabama, dando início à sua cruzada pelos direitos civis. Por essa época, a Ku Klux Klan, bem como outros grupos e a própria polícia, atuavam sem cessar, procurando através do medo paralisar os negros e mantê-los submissos. Martin percebeu então que era preciso combater esse medo, pois à medida que ele se desfizesse, a voz negra passaria fatalmente a ser ouvida. Nesse mesmo ano nasceu sua primeira filha, Yolanda, ou Yoki, como ficou depois conhecida.
Na primavera de 1955, Martin recebeu seu diploma de doutor em Filosofia. Nessa época, entre todos os aspectos do segregacionismo em Montgomery, o mais degradante era o regulamento da Companhia de Ônibus da Cidade de Montgomery.
No dia 1º de dezembro de 1955, a Sra. Rosa Parks, uma costureira negra de quarenta e dois anos, fatigada por um dia de trabalho, entrou num ônibus superlotado para voltar para casa. Por sorte, descobriu um lugar vago no princípio da seção reservada aos negros. Quando o ônibus lotou mais, o motorista ordenou aos negros que se Levantassem para que os brancos pudessem sentar-se, e a Sra. Parks, mais por cansaço que por espírito revolucionário, negou-se a ceder seu lugar. Foi imediatamente presa e levada para o Palácio da Justiça. Rosa foi libertada sob fiança por E.D. Nixon, homem que sempre se dedicou à luta pelos direitos civis; e foi ele quem, farto de tantas injustiças, entrou em contato com todas as associações e movimentos dos negros. A idéia do Conselho Político Feminino de realizar um dia de boicote aos ônibus logo começou a germinar e, como veremos a seguir, foi tão bem aceita que o boicote durou "apenas" trezentos e oitenta e dois dias!
No dia seguinte, 2 de setembro, Martin foi chamado por Nixon para uma assembléia com mais quarenta representantes de todas as seções negras da cidade, onde foi decidido por unanimidade o boicote, que teria lugar no dia 5 de dezembro. O movimento foi um sucesso total, tendo 99% de eficiência e estendendo-se até meados de janeiro de 1956, quando a polícia resolveu prender Martin Luther King Jr., usando o pretexto de excesso de velocidade. Com a sua prisão, ainda mais unidos ficaram os negros.
No dia 30 de janeiro de 1956, Martin proferia um discurso em uma das reuniões quando lhe deram a notícia do ataque a bomba em sua residência; felizmente, graças à presença de espírito de Coretta, ela e Yoki nada sofreram, além do susto. Uma multidão de negros enfurecidos formou-se em frente à casa de Martin, querendo fazer justiça com as próprias mãos aos que tão injustamente os perseguiam; Martin, usando sempre da sua política de não-violência, pediu que depusessem as armas e voltassem para suas casas, dizendo para encerrar: "Devemos responder ao ódio com amor".
Mas o grande dia finalmente despontou. A 20 de dezembro de 1956, chegou a Montgomery a ordem da Suprema Corte, declarando ilegal a segregação nos ônibus. Era o fim do boicote que durara mais de um ano, e uma grande vitória para Martin Luther King Jr., que nessa ocasião se tornou mundialmente famoso.
Martin Luther King Jr. sempre foi uma personalidade controvertida dentro dos Estados Unidos, especialmente nos primórdios de sua campanha pela integração racial. Posteriormente, o valor de suas ações, tais como manifestações de protesto pela segregação nas lanchonetes, Jornada pela Liberdade, manifestações pelos direitos civis, Marcha Sobre Washington, Campanha de Registro de Eleitores, etc., baseada nos preceitos da não-violência, foi mundialmente reconhecido com a consagração do Prêmio Nobel da Paz que lhe foi concedido em 1964, cujo valor, cerca de cinqüenta mil dólares, ele destinou aos movimentos em prol dos direitos civis.
Ao receber o prêmio em Oslo, perante numerosa assembléia, King afirmou que o recebia em nome de milhões de negros americanos que lutam "para dar fim à longa noite de injustiças raciais".
A reação nos Estados Unidos em face da concessão do prêmio foi a de "muito apropriada" e a de "vergonha para todo o mundo". Esta última expressão foi utilizada por racistas do Sul dos Estados Unidos.
Combatido por uns, defendido por outros, o certo é que o Pastor negro deu aos seus compatriotas da mesma cor uma poderosa arma para a luta contra a segregação. Edgar Hoover, então diretor do FBI, qualificou-o certa vez como "o maior mentiroso e patranheiro dos Estados Unidos". O ex-presidente Truman afirmou ser ele um instigador de motins. Tudo isso não impediu que o mundo inteiro o considerasse um dos maiores líderes na luta pela justiça social em todo o mundo.
Nos Estados Unidos sua ação foi reconhecida pelo presidente John F. Kennedy que, antes de ter um destino semelhante ao seu, deu extraordinário impulso à legislação destinada a pôr fim "à maior chaga interna dos Estados Unidos", como já qualificada a discriminação racial que vigorava e ainda vigora, especialmente nos Estados do Sul.
No início de 1965, na decidida luta pelos direitos reais dos votos dos negros no Estado do Alabama, um dos mais segregacionistas dos Estados Unidos, King foi preso pela décima vez. Mas sua campanha de não-violência conseguiu impor-se, apesar de terem sido detidos na ocasião, juntamente com seu líder, cerca de três mil negros.
Na primavera do mesmo ano orientou a marcha de Selma sobre Montgomery, a capital do Estado do Alabama, que ficou histórica especialmente em face dos milhares de participantes. Luther King, contra a opinião de lideres de sua própria cor que pregavam a violência, sustentava que as marchas deviam catalisar o potencial negro que, do contrário, explodiria de maneira diversa. Na campanha entre Johnson e Goldwater, o pastor batista colocou-se indiretamente ao lado do candidato democrata, repudiando o candidato republicano.
Em 4 de abril de 1967, o pastor Martin Luther King Jr. levantou-se na igreja de Riverside, em Nova Iorque, e proferiu a mais violenta invectiva contra a ação dos Estados Unidos no Vietnã, concitando os negros americanos a se recusarem ao serviço militar "por motivos de consciência". Com esta atitude ele atraiu sobre si grandes críticas, pois estava levantando dúvidas sobre a lealdade do negro à sua pátria, mas de qualquer maneira estava dentro de sua política de não-violência, fosse qual fosse a sua situação.
Suas campanhas fizeram com que fosse constantemente ameaçado de morte. Telefonemas e cartas prometiam-lhe o pior. King conservava certa resignação a respeito, pronunciando em 1962 frases que seriam proféticas se consideradas à luz de seu trágico desaparecimento: "Podem crucificar-me. Posso mesmo morrer. Mas, mesmo que isto me aconteça, quero que digam: ele morreu para libertar os homens".
Nem sempre suas campanhas foram coroadas de êxito e as controvérsias existentes sobre ele nos círculos brancos - e mesmo entre os negros, que por vezes se deixavam dominar por lideranças radicais ou derrotistas - não tornavam fácil a sua campanha. Entretanto, ele nunca desanimou. Em certa alocução declarou: "Nunca estarei satisfeito até que a segregação racial desapareça da América. Eu sonhei que algum dia a nação deverá levantar-se e afirmar: mantemos a verdade de que todos os homens nasceram iguais. Sonhei que algum dia sobre as colinas da Geórgia os filhos de escravos e os filhos de velhos senhores estarão prontos para sentarem-se à mesa da fraternidade. Eu sonhei que o Estado do Mississippi, hoje dominado pela injustiça e pela opressão, tornar-se-á algum dia um oásis de liberdade e justiça. Eu sonhei que meus bisnetos viverão em uma nação em que não serão julgados pela cor da pele mas por seu caráter".
Martin Luther King Jr. não era um sonhador, apesar de alimentar um sonho. Sua visão de uma sociedade de justiça era conseqüência de uma tumultuosa realidade. Sob sua liderança milhões de negros americanos saíram do aprisionamento espiritual, do temor, da apatia, e foram para as ruas reivindicar sua liberdade. O ressoar de milhões de pés em marcha antecedeu o sonho. Sem estes feitos, inspirados pela sua admirável coragem pessoal, as palavras teriam simplesmente criado uma fantasia. Martin Luther King, o guerreiro pacífico, revelou ao povo o seu poder latente; o protesto não-violento de massas, firmemente disciplinado, capacitou-o a avançar contra seus opressores num combate eficiente e sem derramamento de sangue. De um só golpe ele organizou seus exércitos e confundiu os seus adversários. Em plena rua, sob o clarão das luminárias, ele deu uma lição à nação, revelando quem era o oprimido e quem era o opressor.
Ele foi, sem dúvida, um dos líderes negros preeminentes da História. No entanto, foi igualmente um líder para milhões de brancos que com ele aprenderam que, apoiando a libertação do negro, eles se engrandeciam.
Pouca gente sabe o quanto este gigante era humilde. Tinha uma inesgotável fé no povo, e as multidões sentiam isto com todo o seu coração e seu espírito e lhe tributavam mais do que respeito, quase veneração.
Um número ainda mais reduzido de pessoas sabia quanto ele ficava aborrecido, e até torturado, porque duvidava da sua própria capacidade de não falhar nas decisões fatais que lhe atribuíam. Pedia exaustivamente conselhos a seus amigos mais íntimos; procurava as respostas dentro de si próprio; rogava com veemência por orientação.
Hoje, quando milhares de retratos seus estão suspensos em modestas cabanas, nos lares de gente comum e em salões importantes, é doloroso lembrar que ele proibiu sua organização de reproduzir seu retrato. Ele não queria ser idolatrado, mas sim ouvido.
 Em sua cripta, no South View Cemetery, estão gravadas as palavras que ele pronunciou na Marcha Sobre Washington:

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

13/10- Fundação do Teatro Experimental do Negro - TEN 1944 no Rio de Janeiro










Teatro Experimental do Negro - TEN 
Data/Local
1944/1961 - Rio de Janeiro RJ
Histórico
Idealizado, fundado e dirigido por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro tem como objetivo a valorização do negro no teatro e a criação de uma nova dramaturgia. Contemporâneo de Os Comediantes, companhia com a qual realiza intercâmbios, o Teatro Experimental do Negro atua no nascimento do teatro moderno, priorizando seu projeto artístico sem levar em conta o gosto médio da platéia e abrindo mão da profissionalização.
O projeto do Teatro Experimental do Negro - TEN, engloba o trabalho pela cidadania do ator, por meio da conscientização e também da alfabetização do elenco, recrutado entre operários, empregadas domésticas, favelados sem profissão definida e modestos funcionários públicos. A companhia inicia suas atividades em 1944, colaborando com oTeatro do Estudante do Brasil - TEB, na encenação da peça Palmares, de Stella Leonardos. Quando decide empreender um espetáculo próprio constata que não há, na dramaturgia brasileira, textos que sirvam aos seus objetivos. Abdias do Nascimento descobre em O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, o retrato mais aproximado da situação do negro após a abolição da escravatura. O autor cede gratuitamente os direitos e o grupo ensaia durante seis meses, tendo aulas de interpretação com o professor Ironildes Rodrigues em salas da União Nacional dos Estudantes - UNE. O espetáculo, dirigido por Abdias do Nascimento, estréia em maio de 1945 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e obtém boa receptividade, com elogios ao protagonista, Aguinaldo Camargo.
O TEN procura estimular a criação de novos textos, que sirvam aos seus propósitos. Sua diretriz é a temática ligada à situação do negro. A falta de resposta à altura de suas expectativas faz Abdias do Nascimento encenar outro texto de Eugene O'Neill, Todos osFilhos de Deus Têm Asas, com a participação da atriz Ruth de Souza.
A primeira resposta à demanda dramatúrgica da companhia é o texto O Filho Pródigo, de Lucio Cardoso, encenado em 1947, com cenários de Tomás Santa Rosa, e protagonizado por Ruth de Souza e Aguinaldo Camargo. Ainda em 1947, participam de Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, adaptação de Graça Mello, com direção de Zigmunt Turkov, montagem em colaboração com Os Comediantes. Em 1949, é a vez de Filhos de Santo, de José de Morais Pinho, selecionado entre os textos escritos especialmente para o TEN. Contendo muitos elementos da cultura religiosa negra e pinceladas de crítica social, a peça se baseia em uma situação maniqueísta em que uma jovem é enfeitiçada por um pai-de-santo vilão, que a rouba de seu amado. O espetáculo ocupa o Teatro Regina, com direção de Abdias do Nascimento e cenários de Tomás Santa Rosa. Em 1950, o TEN estréia Aruanda, de Joaquim Ribeiro, um dos poucos textos bem-sucedidos do repertório lançado pela companhia. Trata-se de uma lenda desenvolvida com recurso ao mistério e à sensualidade, sobre o amor entre Rosa Mulata e o Deus Gangazuma, com quem ela se encontra por meio de seu marido, que recebe o espírito do Deus. Embora aponte falhas estruturais na dramaturgia, o crítico Sábato Magaldi considera que a lenda "é um episódio de crença negra dos mais felizes proporcionados pela imaginação primitiva" e que traz "uma história de amor e ciúme de incontestáveis riquezas".1
Abdias do Nascimento escreve Sortilégio para o TEN, encenada por Léo Jusi no Theatro Municipal, em 1957. Baseada numa história de amor que envolve um negro e duas mulheres, uma negra outra branca, a peça, cheia de elementos não realistas, como aparições, flash-backs e personagens que simbolizam o inconsciente coletivo, aborda a tomada de consciência do protagonista a respeito de sua alienação no mundo dos brancos. No mesmo ano, estréia, sem grande repercussão, O Mulato, de Langston Hughes, que faz turnê em São Paulo. A companhia se apresenta também na Escola de Teatro Martins Pena, onde estréia, em 1961, sob a direção de Aylton de Menezes, O Castigo de Oxalá, de Romeu Cruzoé, romancista e dramaturgo pernambucano.
Embora tenha como ponto de partida uma premissa ideológica, o TEN não se volta para um teatro popular nem para a popularização de sua platéia, apresentando-se muitas vezes no Theatro Municipal, do Rio de Janeiro.
Abdias do Nascimento procura fazer o TEN ultrapassar os limites da função artística e empreender também uma ação social: cria um concurso de beleza para negras e um concurso de artes plásticas com o tema Cristo Negro. Em 1945, promove uma Convenção Nacional do Negro e, em 1950, o 1º Congresso do Negro Brasileiro. Em 1955, realiza a Semana do Negro. Edita o jornal Quilombo.
As atividades do TEN incentivam a criação de iniciativas semelhantes. No Rio de Janeiro, em 1950, Solano Trindade funda o Teatro Popular Brasileiro; em São Paulo, os grupos negros encontram na dramaturgia norte-americana uma fonte para suas encenações experimentais; Geraldo Campos de Oliveira funda também um Teatro Experimental do Negro, que se mantém em atividade durante mais de quinze anos e monta, entre outros, O Logro, de Augusto Boal, 1953; O Mulato, de Langston Hughes, 1957; Laio Se Matou, deAugusto Boal, direção de Raul Martins, 1958; O Emparedado, de Tasso da Silveira; eSucata, de Milton Gonçalves, ambos em 1961.
Por duas vezes o TEN é impedido de participar de festivais negros internacionais pelo próprio governo brasileiro. Segundo a historiadora Miriam Garcia Mendes, no entanto, esses fatos não devem ser compreendidos apenas como fruto da discriminação racial: "... os movimentos de vanguarda, e o TEN era um deles, sempre enfrentaram grandes dificuldades, não só por falta de apoio oficial, como pela natural reação do público (...) habituado às comédias de costumes inconseqüentes ou dramas convencionais".2
O Teatro Experimental do Negro nunca atingiu a importância social que pretendia em seu tempo. Mas, em termos de história do teatro, significou uma iniciativa pioneira, que mobilizou a produção de novos textos, propiciou o surgimento de novos atores e grupos e semeou uma discussão que permaneceria em aberto: a questão da ausência do negro na dramaturgia e nos palcos de um país mestiço, de maioria negra.
Notas
1. MAGALDI, Sábato. Aruanda. Diário Carioca, Rio de Janeiro, 22 jul. 1950.
2. MENDES, Miriam Garcia. O negro e o teatro brasileiro (1889 e 1892). São Paulo: Hucitec, 1993. p. 51.


Atualizado em 28/05/2010
 
 
 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Entrada da imagem de Nossa Senhora - 12 de outubro

OLGA BONGIOVANNI VISITA O RIO PARAIBA E CONTA A HISTORIA DE NOSSA SENHOR...

12/10 Viva a Nossa Senhora de Aparecida!!!

12/10 - Começa a devoção a Nossa Senhora Aparecida, quilombola negra, padroeira do Brasil, a partir de 1717


Desenho feito por nossa artísta 
e inspetora da escola José Félix
 Cida!
Parabéns!! 
Viva Nossa mãe !!


















Nossa Senhora da Conceição AparecidaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Nossa Senhora da Conceição Aparecida [Image] Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora de Aparecida Instituição da Festa1980 Venerada pelaIgreja Católica Festa Litúrgica12 de outubro AtribuiçõesAparições de Fátima [Image] Portal do Cristianismo 
Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado aMaria, mãe de Jesus de Nazaré. O seu santuário localiza-se em Aparecida, no estado deSão Paulo, e a sua festa é comemorada anualmente em 12 de outubro. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira dos Católicos do Brasil.
Índice [esconder]1 História1.1 A Pescaria Milagrosa 1.2 Início da Devoção 1.3 A primeira Capela 1.4 Visita de Dom Pedro I 1.5 Primeira Igreja (Basílica Velha) 1.6 Coroa de Ouro e o Manto Azul 1.7 Chegada dos Missionários Redentoristas 1.8 Coroação da Imagem 1.9 Instalação da Basílica 1.10 Município de Aparecida - SP 1.11 A Rainha e Padroeira do Brasil 1.12 Rosa de Ouro 1.13 O maior Santúario Mariano do mundo 1.14 Centenário da Coroação 2 Descrição da imagem 3 Primeiros Milagres3.1 Milagre das Velas 3.2 Caem as Correntes 3.3 Cavaleiro e a Marca da Ferradura 3.4 A menina cega 3.5 O Menino no Rio 3.6 O Homem e a Onça 4 Coroa comemorativa 5 Ver também 6 Referências 7 Ligações externas [editar]HistóriaHá duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.[editar]A Pescaria MilagrosaA sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram a Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores.[editar]Início da DevoçãoDurante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.[editar]A primeira CapelaPor volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julhode 1745.[editar]Visita de Dom Pedro IEm 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e a imagem.[editar]Primeira Igreja (Basílica Velha)Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.[editar]Coroa de Ouro e o Manto AzulEm 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.[editar]Chegada dos Missionários RedentoristasEm 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.[editar]Coroação da Imagem[Image][Image]A coroa doada pela Princesa Isabel.A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.[editar]Instalação da BasílicaNo dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.[editar]Município de Aparecida - SPEm 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade.[editar]A Rainha e Padroeira do BrasilNossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto dopapa Pio XI, sendo coroada. Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.[editar]Rosa de OuroEm 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.[editar]O maior Santúario Mariano do mundoEm 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica Nova de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus e sagrando solenemente aquele grandioso monumento construído com o carinho e devoção do povo brasileiro.[editar]Centenário da CoroaçãoNo mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.[editar]Descrição da imagem[Image][Image]A imagem, tal como se encontra no interior da Catedral.A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717, é de terracota e mede quarenta centímetros de altura. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram (Dr. Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, os monges beneditinos do Mosteiro de São Salvador, na Bahia, Dom Clemente da Silva-Nigra e Dom Paulo Lachenmayer), acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que o comprove. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região deSantana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando foi recolhida pelos pescadores, o corpo estava separado da cabeça e, muito provavelmente, sem a policromia original, devido ao período em que esteve submersa nas águas do rio.A cor de canela com que se apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligemproduzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas pelos seus devotos.Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, foi encaminhada ao Prof. Pietro Maria Bardi (à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com o dr.João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.Embora não seja possível determinar o autor ou a data da confecção da imagem, através de estudos comparativos concluiu-se que ela pode ser atribuída a um discípulo do monge beneditino frei Agostinho da Piedade, ou, segundo Silva-Nigra e Lachenmayer, a um do seu irmão de Ordem, frei Agostinho de Jesus. Apontam para esses mestres as seguintes características:forma sorridente dos lábios; queixo encastoado, tendo, ao centro, uma covinha; penteado e flores nos cabelos em relevo; broche de três pérolas na testa; e porte corporal empinado para trás. [editar]Primeiros Milagres[editar]Milagre das VelasEstando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas. Este foi o primeiro milagre conhecido de Nossa Senhora, ocorrido mais provavelmente em 1733.[editar]Caem as CorrentesEm meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração, as correntes, milagrosamente, soltam-se de seus pulsos deixando Zacarias livre.[editar]Cavaleiro e a Marca da FerraduraUm cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.[editar]A menina cegaMãe e filha caminhavam às margens do Rio Paraíba do Sul, quando surpreendentemente a filha cega de nascença comenta surpresa com a mãe : "Mãe como é linda esta igreja" Basílica Velha. Daquele momento em diante, a menina começa a enxergar.[editar]O Menino no RioO pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria, a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continuava, e o pai salvou o menino.[editar]O Homem e a OnçaUm homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma enorme onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça virou e foi embora.[editar]Coroa comemorativa[Image][Image]Catedral basílica de Nossa Senhora Aparecida, Brasil.Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, aAssociação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista (Ajoresp), com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia8 de setembro de 2004.[editar]Ver tambémAparecida Arquidiocese de Aparecida Basílica de Nossa Senhora Aparecida Igreja Católica no Brasil Maria Religiões no Brasil [editar]Referências

11/10 Nascimento do compositor e cantor Agenor de Oliveira, o Cartola / 1908

Sambista brasileiro

Cartola (Angenor de Oliveira)

11/10/1908, Rio de Janeiro (RJ)

30/11/1980, Rio de Janeiro (RJ)

Reprodução
Cartola: de pintor de paredes a um dos mais autênticos compositores do Brasil


























"Bate outra vez, com esperanças o meu coração/ Pois já vai terminando o verão, enfim/ Volto ao jardim, na certeza que devo chorar/ Pois bem sei que não queres voltar para mim/ Queixo-me as rosas, mas que bobagem/ As rosas não falam/ Simplesmente as rosas exalam/ O perfume que roubam de ti, ai/ Devias vir, para ver os meus olhos tristonhos/ E quem sabe sonhar os meus sonhos, por fim."


Esta é a letra de As Rosas Não Falam, uma das mais belas e mais conhecidas composições de Cartola, um compositor de inquestionável destaque na história da música popular brasileira.

Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, quarto filho de Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira. Por problemas financeiros, a família mudou-se para o morro da Mangueira quando Cartola tinha onze anos.

Pobre, Angenor trabalhou desde cedo, fazendo bicos como pintor de paredes, lavador de carros e pedreiro. Ganhou o apelido de Cartola graças ao chapéu coco que usava para não sujar os cabelos de cimento. Cedo também, já freqüentava as rodas de samba e a boêmia do morro onde morava. Cartola deixou a escola na quarta série do ensino fundamental.

Aos 17 anos, expulso de casa pelo pai, envolveu-se com mulheres, passou a beber, adoeceu e deixou de trabalhar. Prostrado num pequeno barraco, recebeu a visita de uma vizinha, Deolinda, com quem Cartola viria a se casar.

Deolinda lavava e cozinhava para fora, e o barraco em que passaram a viver estava sempre cheio. No morro, Cartola começou a ficar conhecido como compositor e sambista. Lá conheceu Carlos Cachaça, que viria a ser seu grande parceiro e amigo. Formavam uma turma de arruaceiros, que pulavam o carnaval como Bloco dos Arengueiros. Esta associação acabaria gerando a Mangueira, a primeira escola de samba carioca. 

Junto com seis amigos, no dia 28 de abril de 1928 Cartola fundou Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Ele escolheu as cores - verde e rosa - e passou a ser o diretor de harmonia da escola.

Em 1929, Cartola vendeu uma canção para Mário Reis, que a repassou ao maior cantor da época, Francisco Alves. Em 1932 conheceu Noel Rosa, com quem fez amizade. Começou a se tornar conhecido e teve sambas gravados por Carmem Miranda, Francisco Alves e Sílvio Caldas, entre outros cantores de grande fama.


Villa-Lobos, Mangueira e Dona Zica


Apesar do sucesso, distanciou-se do meio artístico, passando a compor exclusivamente para sua escola de samba. Em 1940, foi procurado pelo compositor erudito Heitor Villa-Lobos para efetuar uma gravação para o maestro americano Leopold Stokowski, que realizava uma pesquisa sobre músicas nativas.

Nos anos 1940, Cartola viveu um período de grandes dificuldades. Doente e viúvo, mudou-se do morro da Mangueira para a Baixada fluminense. Desapareceu completamente dos meios musicais e chegou a ser dado como morto. As coisas começaram a melhorar quando voltou para a Mangueira, depois de começar a namorar Euzébia Silva do Nascimento - a famosa Dona Zica.

Os dois passaram a viver juntos em 1952, embora já se conhecessem desde crianças. O casamento oficial só aconteceria em 1964. O casal se instalou numa casa próxima à de Carlos Cachaça e de Menina, irmã de Zica.

Em 1957, trabalhando como lavador de carros em Ipanema, Cartola foi redescoberto pelo escritor Stanislaw Ponte Preta. Conseguiu algumas apresentações em rádios e algumas matérias em jornais e revistas. Passou a trabalhar como contínuo, primeiro no "Diário Carioca" e depois no Ministério da Indústria e Comércio.

No começo dos anos 1960 tornou-se zelador da Associação das Escolas de Samba do Rio, que funcionava num casarão no centro da cidade. O local começou a promover rodas de samba, alimentadas pela sopa de Dona Zica. O sucesso foi tanto que logo o casal abriria sua própria casa de samba e restaurante, o Zicartola, num outro casarão na rua da Carioca, também no centro do Rio de Janeiro.

Jornalistas, compositores e cantores, além de boêmios e amantes do samba passaram a freqüentar o restaurante. O Zicartola funcionou de 1963 a 1965, entrando para a história do samba carioca. A assimilação do samba de morro pela classe média trouxe prestígio e público para Cartola. Nesta época, chegou a ter seu nariz (deformado por uma doença) retocado pelo famoso cirurgião Ivo Pitangui.

Em 1965 a Prefeitura lhe cedeu um terreno, ao pé do morro, em que começou a construir sua casa. Em 1966, cantou em dois discos de Elizeth Cardoso e, no ano seguinte, participou da antologia "Fala, Mangueira".

O compositor participou do "Cartola Convida", uma série de shows na Praia do Flamengo, em 1970, quando apresentava sambistas amigos seus para um público jovem. Em 1974, através da gravadora independente Marcus Pereira, Cartola finalmente gravou seu primeiro disco solo, "Cartola". Dois anos depois, a mesma gravadora lançou um segundo disco seu, contendo uma canção que viria ser um de seus grandes sucessos, "As Rosas não Falam", que serviu de trilha para uma novela da Rede Globo.

Conhecido do grande público, Cartola passou a ser convidado para fazer muitos shows. Com o compositor João Nogueira, participou do projeto Pixinguinha, tocando e cantando por todo o país. Em 1977, voltou a desfilar pela Mangueira, depois de 28 anos. No ano seguinte, lançou um disco por uma grande gravadora, a RCA Victor. No ano seguinte, em busca de tranqüilidade, Cartola e dona Zica saíram do morro da Mangueira para morar numa casinha em Jacarepaguá.

Nesse mesmo ano, Cartola foi homenageado pelos seus 70 anos, na quadra da Mangueira. Dois anos depois, o compositor morreu, por complicações de um câncer na tireóide. Três dias antes de sua morte, em novembro de 1980, Cartola recebeu uma homenagem do poeta Carlos Drummond de Andrade, numa crônica publicada no "Jornal do Brasil".

Em 2006, foi lançado o documentário "Cartola", dirigido por Lírio Ferreira e Hilton Lacerda.

10/10 - Morre Francisco Lucrécio, Secretário da Frente Negra Brasileira, em São Paulo / 2001

sábado, 9 de outubro de 2010

09/10 Nascimento, em São Paulo, ensaísta, poeta de ascendência- afro, Mário de Andrade nem sempre lembrada.


























9/10/1893, São Paulo (SP)
25/2/1945, São Paulo (SP)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução

O escritor Mário de Andrade, autor de Macunaíma, retratado por Lasar Segall










Um dos criadores do modernismo no Brasil, Mário Raul de Morais Andrade era de família rica e aristocrática. Formou-se no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde seria professor.

Seu trabalho com a literatura começou bem cedo, em críticas escritas para jornais e revistas.

Em 1917, publicou o primeiro livro, versos assinados com o pseudônimo Mário Sobral: "Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema".

Em 1921, Oswald de Andrade (depois de ter lido os originais de "Paulicéia Desvairada", que seria lançado em 1922) escreveu para o "Jornal do Commercio" um artigo em que chamava Mário de "meu poeta futurista".

Junto com Oswald e outros intelectuais, Mário ajudou a preparar a Semana de Arte Moderna de 1922. No segundo dia de espetáculos, durante o intervalo, em pé na escadaria do Teatro Municipal, leu algumas páginas de seu livro de ensaios "A Escrava Que Não É Isaura". O público, despreparado para a ousadia, reagiu com vaias.

"Amar, Verbo Intransitivo" (1927), o primeiro romance, desmascara a estrutura familiar paulistana. A história gira em torno de um rico industrial que contrata uma governanta (a Fräulein) para ensinar alemão aos filhos. Na verdade, tudo não passa de fachada para a iniciação sexual do filho mais velho.

Em "Clã do Jabuti" (também de 1927), Mário mostra a importância que dá à pesquisa do folclore brasileiro, tendência que atingirá seu ponto alto no romance "Macunaíma" (1928), no qual recria mitos e lendas indígenas para traçar um painel do processo civilizatório brasileiro:

"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma".

Na musicologia, seu "Ensaio Sobre a Música Brasileira" (1928) influenciou nossos maiores compositores contemporâneos, nomes como Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Lorenzo Fernández, Camargo Guarnieri.

Como contista, os trabalhos mais significativos de Mário de Andrade acham-se em "Belazarte" e "Contos Novos". O primeiro livro mostra a preocupação do autor em denunciar as desigualdades sociais. O segundo se constitui de textos esparsos (reunidos em publicação póstuma), mas traz os contos mais importantes, como "Peru de Natal" e "Frederico Paciência".

Mario de Andrade lecionou por algum tempo na Universidade do Distrito Federal (Rio de Janeiro) e exerceu vários cargos públicos ligados à cultura, no que sobressaía seu lado de pesquisador do folclore nacional. Teve ainda participação importante nas principais revistas modernistas: "Klaxon", "Estética" e "Terra Roxa e Outras Terras".

Morreu de ataque cardíaco, aos 51 anos. Sua obra poética foi reunida e publicada postumamente em "Poesias Completas".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Patrona dos Negros Senhora do Rosário!

07/10 Dia de Nossa Senhora do Rosário Patrona dos Negros!!!




Irmandade dos Homens Pretos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos é uma confraria de culto afro-brasileiro, congregados em torno da devoção a Nossa Senhora do Rosário.
Índice [esconder]
1 Origens da devoção a Nossa Senhora do Rosário
2 A irmandade de Nossa Senhora do Rosário no Brasil
2.1 Irmandade dos Homens Pretos em São Paulo
2.2 Tradições e festejos
3 Bibliografia
4 Ligações externas
[editar]Origens da devoção a Nossa Senhora do Rosário

A devoção a Nossa Senhora do Rosário tem sua origem entre os dominicanos, por volta de 1200. São Domingos de Gusmão, inspirado pela Virgem Maria, deu ao rosário sua forma atual. Isto pode ser comprovado em episódios revelados em sua iconografia. A primeira irmandade do rosário foi instituída pelos dominicanos em Colônia (Alemanha), em 1408. Logo a devoção se propagou, sendo levada também por missionários portugueses ao Reino do Congo.
[editar]A irmandade de Nossa Senhora do Rosário no Brasil

A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário chegou ao Brasil no século XVI. Em Santos, a igreja matriz já tem como padroeira Nossa Senhora do Rosário. No século XVII, esta mesma imagem de Nossa Senhora é a padroeira principal de Itu, Parnaíba e Sorocaba. A partir do fim do período colonial, as irmandades do Rosário passam a ser constituídas pelos "homens pretos".
No Brasil, ela foi adotada por senhores e escravos, sendo que no caso dos negros ela tinha o objetivo de aliviar-lhes os sofrimentos infligidos pelos brancos. Os escravos recolhiam as sementes de um capim, cujas contas são grossas, denominadas "lágrimas de Nossa Senhora", e montavam terços para rezar.
Registra-se as seguintes datas de fundação das Irmandades dos Homens Pretos:
1640 - Rio de Janeiro (cidade), Rio de Janeiro
1708 - São João del-Rei, Minas Gerais
1711 - Cidade de São Paulo. Sede atualmente localizada no largo do Paiçandu, região central. A entidade foi criada para abrigar a religiosidade do povo negro, impedido de freqüentar as mesmas igrejas dos senhores, e resiste à urbanização, mantendo em seu calendário uma devoção secular a Nossa Senhora do Rosário. São realizadas procissões, novenas e rezas do terço, despertando o interesse dos que transitam pelas proximidades da avenida São João e da avenida Rio Branco.
1713 – Cachoeira do Campo e Sabará, Minas Gerais
1715 – Ouro Preto, Minas Gerais
1728 – Serro, Minas Gerais
1754 - Viamão, Rio Grande do Sul
1771 - Caicó, Rio Grande do Norte
1773 - Mostardas, Rio Grande do Norte
1774 - Rio Pardo, Rio Grande do Sul
1796 - Salvador, Bahia
1782 – Paracatu, Minas Gerais
A Irmandade do Rosário possuía a seguinte hierarquia: a Mesa Administrativa, o Conselho de Irmãos, a Coorte e o Estado Maior com suas Guardas. Em alguns lugares, devido à perseguição promovida pelo clero, algumas destas irmandades desvincularam-se da Igreja Católica. Mais recentemente, em algumas dioceses há uma reaproximação, através da Pastoral Afro-Brasileira.
Com quase três séculos de existência, a Irmandade do Rosário dos Homens Pretos é uma referência para movimentos de consciência negra, porque apresenta uma tradição religiosa que remonta aos tempos dos primeiros escravos. Texto de Maria José de Deus.
[editar]Irmandade dos Homens Pretos em São Paulo
A Irmandade sofreu as agruras de ver sua primeira igreja, na Praça Antônio Prado, construída em 1725 com a arrecadação de doações e esforço dos malungos (irmãos), ser demolida para dar lugar a projetos de urbanização da Província.
Os negros conseguiram manter relativo patrimônio ao redor dessa igreja, casas simples serviram para atividades religiosas, acolhimento dos alforriados e a administração da Irmandade, composta de diretoria e mesários.
Hoje, esse estilo colonial permanece nas dependências da igreja que, por ser capela, está sob a jurisdição da paróquia de Santa Ifigênia. No subsolo fica a mesa administrativa, onde os irmãos se encontram para a celebração da missa de domingo, para confraternização e para a distribuição mensal de cerca de 150 cestas básicas. Eles vivem esses momentos agradáveis e de decisões em meio a recordações, mantidas num acervo de pinturas, ilustrações, fotografias, imagens e documentos que trazem à lembrança os primeiros irmãos. "Eu me emociono e sinto um grande amor por tudo isso aqui", revela Cleofano de Barros, há 50 anos na Irmandade.
A eleição da diretoria é anual para os cargos de juiz provedor, secretário, tesoureiro e procurador, que exercem atividades administrativas e pastorais na comunidade, incentivando a formação da juventude, de equipes de música e de liturgia. Nessa ocasião, também são eleitos os festeiros, o rei e a rainha, que juntos com o juiz e a juíza organizam, durante o ano, com o apoio das irmãs e dos irmãos, as festas de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. "A Irmandade conseguiu agregar um número considerável de afro-brasileiros. Somos cerca de 220 membros", diz o juiz provedor Marcelo Antonio Saraiva, 32 anos.
Os irmãos recebem pesquisadores, religiosos e pessoas de outros Estados e até do exterior, interessados em conhecer e estudar as razões de tanta longevidade e que ficam deslumbrados com o interior da igreja, que apresenta uma variedade de detalhes na pinturas das paredes, nas vestimentas e adornos dos santos, nas luzes do altar-mor que refletem entre lustres, candelabros e flores. "Só a devoção a Nossa Senhora foi capaz de manter-nos unidos, com a Irmandade aproximando-se dos 300 anos, e trazendo com a religiosidade, a conscientização capaz de forjar o surgimento de outros movimentos negros", esclarece a advogada e ex-deputada estadual, Theodosina Rosário Ribeiro, que já foi juíza, é mesária, e ainda faz parte da equipe litúrgica.
[editar]Tradições e festejos
A festa de Nossa Senhora do Rosário era conhecida como da Oraga, que quer dizer padroeira. Essa designação foi usada até o Concílio Vaticano II, quando as missas eram rezadas em latim e a ladainha cantada. "Há alguns anos, os festejos se estendiam até à noite, mas com a cidade de São Paulo cada dia mais violenta, preferimos realizar a celebração durante o dia", revela Jonas Gregório Lucas, mestre de cerimônia. Há 40 anos na Irmandade, Jonas acrescenta que ainda são conservadas tradições nas festas e posse dos irmãos e irmãs, quando os homens usam a opa, uma vestimenta sobre os ombros e as mulheres, fita azul sobre vestidos pretos ou brancos. No primeiro domingo de outubro, quando é realizada a festa do Rosário, a igreja vive momentos de esplendor com missa solene, coroação de Nossa Senhora, almoço para a comunidade e irmandades de São Paulo, Santos e Rio de Janeiro. Nesse dia, o povo sai em procissão pelas ruas do centro, cantando e acompanhando a banda de música, as crianças vestem-se de anjos, cumprindo as promessas dos pais, os irmãos e irmãs carregam os andores, o rei e a rainha as coroas, lembrança dos reisados e congadas. "Sinto muito alegria em ser a madrinha e responsável em levar o estandarte de Nossa Senhora", conta Lucy Mineiro, que neste ano passará a incumbência para outra irmã, já que foi escolhida para ser a rainha.
[editar]Bibliografia

Azzi, Riolando (1983): "A instituição eclesiástica durante a primeira época colonial", in: História da Igreja no Brasil, (3a edição), Edições Paulinas/Vozes, Petrópolis, Brasil.
Cássia, Taynar de (2001): Movimento negro de base religiosa: a Irmandade do Rosário dos Pretos. CADERNO CRH, Salvador, nº 34, p. 165-179.
Secco, Lincoln et al. (orgs.). São Paulo - Espaço e História. LCTE.
[editar]Ligações externas

Cronologia Cronologia da devoção de Nossa Senhora do Rosário entre os Bantos na África, em Portugal e no Brasil, nos séculos XV-XVII
Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos do Rio de Janeiro
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