Blog: da Professora Fátima Costa "Gentileza gera gentileza" O Que você pode fazer para mudar o mundo? Comece mudando a si mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue mudar a si mesmo ...
terça-feira, 27 de março de 2012
Buda!!!
“Tudo o que somos nasce com nossos pensamentos. Em nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo." - Buda
domingo, 25 de março de 2012
Família onde tudo começa!!!
Pai Nosso dos Negros
Pai Nosso dos negros de todos os tempos
que estais na África mãe, na América,
no Brasil e em todo lugar santificando nosso êxodo em busca da libertação.
Venha a nós, a Terra por Vós prometida,
Terra sem “senhores”, sem “casa grande” e “senzalas”
Onde todos seremos irmãos,
irmãos na cor, na raça e no sonho
de realizarmos aqui nesta Terra
a promessa de um grande quilombo.
O pão nosso de cada dia, ofertai-nos
recheando de justiça a nossa mesa,
ensinando-nos a perdoar o martírio de tantos negros e negras
que tombaram vítimas da escravidão, do preconceito e do ódio.
E não nos deixeis contaminar por essa cultura civilizada que discrimina,
segrega e marginaliza.
Mas mostrai-nos o caminho do Vosso projeto de libertação
Da nova Terra,
em que as únicas correntes serão aquelas que nos unem aos irmãos.
Onde o único açoite, será o do vento acariciando nosso corpo,
nosso corpo cansado de tantas batalhas,
mas aberto ao Vosso imenso amor.
Aristides Barbosa 25-03
Aristides Barbosa
Redator do jornal Novo Horizonte.
Colaborador Senzala.
Novo Horizonte, n°19 - 03/1948, p.04.
Aristides Barbosa nasceu em 25 de março de 1920, na cidade de Mococa, no interior paulista. Trabalhou como jornalista e professor. Foi um dos membros da Frente Negra Brasileira (FNB), em São Paulo, participando no regional da Frente Negra e nos bailes patrocinados pelas Rosas Negras, comissão feminina da entidade. Nos anos 30, freqüentou o Clube Negro de Cultura Social, assim como as sociedades recreativas Marujos dos Lavapés, Som de Cristal e 28 de Setembro.
Para Barbosa, a FNB foi a única organização negra da cidade que, em 1937, lançou um nome para disputar eleições, que foi a candidatura de Raul Joviano do Amaral. A liberdade partidária foi suprimida por um golpe de Estado liderado pelo presidente Getúlio Vargas, em 10 de novembro de 1937, e a Frente Negra, que tinha conquistado o seu registro como partido político em 1936, encerra sua breve experiência partidária, desarticulando-se. Aristides Barbosa afirma que a FNB foi fechada por pretender participar da gestão do poder público e não por preconceito racial.
A organização intitulou-se naquele momento de União Negra Brasileira (UNB) e, posteriormente, foi denominada de Clube Recreativo Palmares sobrevivendo até a década de 50. Barbosa, em 1946, fundou juntamente com Osvaldo Pereira Barbosa, seu pai, Arnaldo de Camargo, Ovídio P. Santos e Argemiro Dias Lima, o jornal Novo Horizonte.
Elaborado por Pâmela Torres Michelette - 4º ano de História.
sábado, 24 de março de 2012
Família onde tudo começa...
A vida
A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saborei-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.
Madre Teresa de Calcutá
sexta-feira, 23 de março de 2012
Faça a sua parte!!!
EVITE O DESPERDÍCIO
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TESTE PARA VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTO
NO RAMAL DIRETO DA REDE:
1º - Feche o registro do cavalete.
2º - Abra uma torneira alimentada.
3º - Espere até a água parar de correr.
4º - Coloque um copo cheio de água na boca da torneira como na Fig. A.
5º - Se houver sucção da água do copo pela torneira (Fig.B), é sinal de que existe vazamento no cano alimentado diretamente pela rede.
NO RAMAL DIRETO DA REDE:
1º - Mantenha aberto o registro do cavalete.
2º - Feche bem todas as torneiras da casa e não utilize os sanitários.
3º - Feche completamente as torneiras de bóia das caixas, não permitindo a entrada de água.
4º - Marque a posição do ponteiro maior do seu hidrômetro e, após 1 hora, verifique se ele se movimentou.
5º - Caso ele tenha se movimentado, é sinal de que existe vazamento no ramal diretamente alimentado pela rede
NA INSTALAÇÃO ALIMENTADA PELA CAIXA:
1º - Feche todas as torneiras da casa e não utilize os sanitários.
2º - Feche completamente a torneira de bóia da caixa, impedindo a entrada de água.
3º - Marque na caixa o nível da água e, após 1 hora no mínimo, verifique se ele baixou.
4º - Em caso afirmativo, há vazamentos na canalização ou nos sanitários alimentados pela caixa de água.
NA VÁLVULA OU CAIXA DE DESCARGA:
1º - Jogue cinza de cigarro no vaso sanitário.
2º - O normal é a cinza ficar depositada no fundo do vaso.
3º - Em caso contrário, é sinal de vazamento na válvula ou na caixa de descarga.
4º - Nas bacias cuja saída da descarga for para trás (direção da parede), deve-se fazer o teste esgotando-se a água. Se a bacia voltar a acumular água, há vazamento na válvula ou na caixa de descarga.
EM RESERVATÓRIOS DE EDIFÍCIOS:
1º - Feche o registro de saída do reservatório do subsolo.
2º - Feche completamente a torneira da bóia.
3º - Marque no reservatório o nível da água e, após 1 hora, no mínimo, veja se ele baixou.
4º - Em caso afirmativo, há vazamento.
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CUIDAR DA SUA CAIXA D'ÁGUA
GARANTE A QUALIDADE DA ÁGUA
QUE VOCÊ RECEBE
Programe o dia da lavagem da sua caixa d'água.
Posicione bem a escada para não correr o risco de escorregar.
Inicie com o fechamento do registro da entrada da casa ou amarre a bóia.
Utilize a água da caixa com o próprio consumo, antes do dia da limpeza, ou guarde em algum vasilhame para uso durante o período que estiver limpando.
Deixe um palmo de água na caixa d'água.
Tampe a saída da água para que essa água que ficou no fundo seja utilizada na lavagem e para que a sujeira não desça pelo cano.
Lave as paredes e o fundo da caixa com pano úmido, evitando o uso de escova de aço e vassoura. Nunca use sabão, detergente ou outro produto (no caso de caixas d'água de fibrocimento, utilize escova de fibra vegetal ou de fio de plástico macio, não utilizando pano úmido).
Retire a água da lavagem e a sujeira com uma pá de plástico, balde e panos, deixando-a bem limpa. Utilize panos limpos para secar o fundo, evite passá-los nas paredes.
Ainda com a saída da caixa fechada deixe entrar um palmo de altura de água, adicione 2 litros de água sanitária e deixe por 2 horas. Com uma brocha, balde ou caneca plástica, molhar as paredes internas com a solução desinfetante.
A cada 30 minutos, verifique se as paredes internas da caixa secaram, caso isso ocorra, fazer nova aplicação dessa mistura até completar as 2 horas.
Não usar de forma alguma esta água durante 2 horas.
Passadas as 2 horas, ainda com a bóia da caixa amarrada ou registro fechado, esvazie a caixa abrindo a sua saída. Abra todas as torneiras e acione as descargas (estamos, assim, desinfetando os canos da residência).
Essa água poderá ser utilizada para a lavagem de quintais, banheiros e outros pisos.
Tampe adequadamente a caixa para que não entre pequenos animais, insetos ou sujeiras, assim evitará contaminação e transmissão de doenças. Lavar a tampa antes de sua utilização.
Anote numa etiqueta auto-adesiva a data da limpeza e cole na caixa.
INSTALAÇÃO HIDRÁULICA
Dia mundial da Água!!!
CURIOSIDADES DA ÁGUA
Em 1560 na França o consumo de água doméstica era muito modesto devido a uma lei que dizia que “tomar banho faz mal para a saúde e, portanto é proibido”. Descobriram que nesta época quem quisesse tomar banho teria que ir a uma “casa de banho” onde os cavalheiros asseados podiam deixar que lhe esfregassem as “crostinhas” acumuladas, e para torná-los mais atrativos colocaram uma moça... em cada banheira, as quais passaram a transmitir a sífilis. Com a dificuldade de acabar com o costume, proibiu-se tomar banho por fazer mal à saúde e, em conseqüência, diminuiu-se o consumo de água, aumentando consideravelmente a fabricação de perfume.
• Para a produção de um bife, gastam-se 80 litros de água e, 240.000 litros, para confinar um boi.
• Por enquanto a Europa ainda se consola pelo fato de possuir o maior depósito de água subterrânea do mundo, mas sua contaminação por hidrocarbonetos da indústria siderúrgica e nitratos provenientes de confinamento de gado já dá para prever que por mais cinco anos passará o limite tolerável de nitratos, ficando a água inutilizada.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Apartheid! Explicando o 21 de março.
Manifestação contra o Apartheid
O termo apartheid se refere a uma política racial implantada na África do Sul. De acordo com esse regime, a minoria branca, os únicos com direito a voto, detinha todo poder político e econômico no país, enquanto à imensa maioria negra restava a obrigação de obedecer rigorosamente à legislação separatista.
A política de segregação racial foi oficializada em 1948, com a chegada do Novo Partido Nacional (NNP) ao poder. O apartheid não permitia o acesso dos negros às urnas e os proibia de adquirir terras na maior parte do país, obrigando-os a viver em zonas residenciais segregadas, uma espécie de confinamento geográfico. Casamentos e relações sexuais entre pessoas de diferentes etnias também eram proibidos.
A oposição ao apartheid teve início de forma mais intensa na década de 1950, quando o Congresso Nacional Africano (CNA), organização negra criada em 1912, lançou uma desobediência civil. Em 1960, a polícia matou 67 negros que participavam de uma manifestação. O Massacre de Sharpeville, como ficou conhecido, provocou protestos em diversas partes do mundo. Como consequência, a CNA foi declarada ilegal e seu líder, Nelson Mandela, foi preso em 1962 e condenado à prisão perpétua.
Nelson Mandela
Com o fim do império português na África (1975) e a queda do governo de minoria branca na Rodésia, atual Zimbábue (1980), o domínio branco na África do Sul entrou em crise. Esses fatos intensificaram as manifestações populares contra o apartheid. A Organização das Nações Unidas (ONU) tentou dar fim à política praticada no país. O presidente Piter Botha promoveu reformas, mas manteve os principais aspectos do regime racista.
Com a posse de Frederick de Klerk na presidência, em 1989, ocorreram várias mudanças. Em 1990, Mandela foi libertado e o CNA recuperou a legalidade. Klerk revogou as leis raciais e iniciou o diálogo com o CNA. Sua política foi legitimada por um plebiscito só para brancos, em 1992, no qual 69% dos eleitores (brancos) votaram pelo fim do apartheid.
Klerk e Mandela ganharam o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Em abril de 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições multirraciais do país.
O Parlamento aprovou a Lei de Direitos Sobre a Terra, restituindo propriedades às famílias negras atingidas pela lei de 1913, que destinou 87% do território à minoria branca.
As eleições parlamentares de 1999 foram vencidas pelo candidato indicado por Nelson Mandela, Thabo Mbeki, descartando qualquer tentativa de retorno a uma política segregacionista no país.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
21-03 Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial
Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial - 21 de março
Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas
Nesta mesma data em 1960, a polícia assassinou, na favela sul-africana de Sharpeville, 69 pessoas que se manifestavam pacificamente contra as leis “do passe” impostas pelo regime de apartheid. Muitas outras pessoas – incluindo mulheres e crianças – ficaram feridas. Uma onda de horror abalou o mundo. Ao proclamar 21 de março Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, a Assembléia Geral quis honrar a memória das vítimas do massacre e condenar o racismo.
Posteriormente, o regime de apartheid da África do Sul foi desmantelado. As leis e práticas racistas foram abolidas em muitos países e criamos um quadro internacional para lutar contra o racismo baseado na Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial. Atualmente, a Convenção está perto da ratificação universal, mas, apesar disso, em muitas regiões, inúmeros indivíduos, comunidades e sociedades sofrem a injustiça e o estigma causados pelo racismo.
No próximo mês, representantes dos governos e da sociedade civil se reunirão em Genebra para examinar os progressos alcançados, desde a Conferência Mundial contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância, realizada em Durban, em 2001. Nos anos que se seguiram, o mundo assistiu a um crescimento preocupante das denúncias de ódio e intolerância ligados, em parte, ao terrorismo e à migração crescente. A Conferência de Revisão é uma boa oportunidade para que os países partilhem experiências, identifiquem boas práticas e reafirmem sua determinação em lutar contra o racismo. O racismo existe em todos os países e peço insistentemente a todos os países que se unam para combatê-lo.
O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial nos lembra a responsabilidade coletiva de promover e proteger este ideal. Juntos, devemos redobrar os esforços para pôr fim à discriminação e xenofobia, onde quer que ocorram.
sexta-feira, 16 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
Auto-Estima
Cada pessoa pensa sente, fala e se movimenta da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma. Essa auto-imagem sempre tem aspectos físicos, sociais ou intelectuais. Nem sempre, porém, ela reflete essa dimensão múltipla. Com freqüência, misturam-se todas as sensações num pacote único, perdendo-se a amplitude da personalidade, o que acaba por traduzir uma auto-estima sem muita estima.
Auto-estima significa gostar de si mesmo. O primeiro passo para isso, portanto, é se conhecer. Não posso amar nem dar valor ao que não conheço, pois corro o risco de fazer uma análise ruim da minha pessoa, se a base vem de valores que não são meus, mas dos outros: são do mundo e esse mundo adora pendurar os valores em lugares tão altos, que nunca são alcançados.
E como é fácil para as pessoas caírem nas armadilhas do "eu não valho nada!" Se não possuo o corpo perfeito, se não sou tão inteligente como fulana, se não causo uma impressão em todos os homens da festa quando entro, então não devo ser grande coisa. Não vale a pena gostar de mim e nem investir na vida e nas relações.
Quando a auto-estima é negativa, baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos até de arriscar coisas novas, de sonhar. Por isso, diz-se que a auto-estima é um valor de sobrevivência.
Se nessa autoconsideração, ao contrário, se consegue ter sentimentos de aceitação e aprovação a respeito da própria aparência, pensamentos e capacidades, a predisposição para ser bem aceita e recebida será maior. Ao estabelecer contatos, esses sentimentos farão parte da nossa atitude. E a nossa crença sobre nós mesmos é o que passamos aos outros. Se eu sei que sei, começo a acreditar nisso e crio confiança para agir conforme a minha verdade e vou em frente! E da autoconfiança para o auto-respeito é um passo.
A pessoa com auto-estima elevada é comumente considerada egoísta. Parece que, infelizmente, na nossa língua, ter amor-próprio significa excesso de vaidade e arrogância, quando deveria ser o mesmo que gostar corretamente...Gosto de uma definição, do psicólogo Carl Rogers: pessoa significativa, que conhece o seu próprio significado e SABE que significa muito.
Saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evita-se também assim aqueles com "baixa -estima", que rodeiam a vida, e a intoxicam em vez de alimentar.
Muita gente querem encontrar a "pessoa certa". Só podemos encontrar a pessoa, a vida e a atitude certas quando acharmos que nós somos a pessoa certa!
Lembre-se: Ame-se primeiro e muito! Se dê colo, força, apoio, faça mimos a você se dê conforto e bem estar!Você merece! Tenha certeza que assim, será impossível alguém não amar você! Com mais amor ainda, vocês irão somar e não dividir!
Afinal, amor nunca é demais!!!!
Matéria publicada no jornal Estado de Minas,
13/03/2012 - Belo Horizonte MG
Leitura e aprendizado
Como formar cidadãos críticos que lutem por seus direitos se o primeiro passo para isso é compreender
um texto?
Nilce Rezende Fernandes - Professora e escritora
Um expressivo número de adolescentes, incluindo os alunos de tradicionais colégios da rede particular, apresentam dificuldade de compreensão de texto, o que é detectado pelas respostas vagas, inconsistentes, sem coerência, coesão e com graves erros de ortografia. Esses fatos se devem, na maioria das vezes, à falta de hábito aliado ao prazer da leitura. Há algumas décadas, a maioria dos jovens na faixa dos 14 aos 17 anos devorava os clássicos da literatura brasileira e até estrangeira, mesmo antes da tão propagada globalização. Havia uma intimidade entre leitores e autores como Machado de Assis, Rachel de Queiroz, Erico Verissimo, Rubem Braga, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca, Lygia Fagundes Telles, Carlos Heitor Cony, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Guimarães Rosa, entre tantos outros. As obras eram motivo de discussão entre os amigos, que até simulavam um julgamento para condenar ou inocentar Capitu, personagem da obra-prima Dom Casmurro, de Machado de Assis.
Dostoiévski, George Orwell, Hemingway, Tolstoi, Proust, Gabriel García Márquez, entre vários, também faziam parte das leituras juvenis. Ler bastante era considerado tão natural quanto dominar a tecnologia nos dias atuais. Foi dessa forma que os adolescentes aprenderam a interpretar textos, argumentar, expressando-se com clareza e no português padrão exigido. O antigo Colégio Estadual Central, famoso pelo corpo docente, era o mais disputado para essa turma amante dos livros, que após o ensino médio ingressava na UFMG com sucesso. É lamentável que atualmente alunos do curso médio e superior escrevendo “xampu” com sh e “quis” com z, influenciados pelas palavras inglesas “shampoo” e “quiz”, mesmo sendo o significado da segunda completamente diferente. O x dá lugar ao ch em “xícara”, “mexer” e “vexame”; o inverso ocorre em “ chuchu”, “enchimento” e “pichação”. Devido à semelhança do som, o j de “gorjeta” é trocado pelo g, assim como o s por z em “paralisar”, “alisar” e “puser”.
A língua portuguesa é complexa e as regras com uma série de exceções não contemplam cada termo, por isso a leitura é uma importante ferramenta de aprendizagem. Seria injusto jogar a culpa no novo acordo ortográfico, uma vez que as palavras citadas não sofreram nenhuma alteração em função dele. O Estado de Minas publicou (Opinião, 23/2/2012) o artigo “Quando a tecnologia provoca involução”, assinado por Carlos Eduardo Guilherme, afirmando que tamanhos avanços tecnológicos provocam o distanciamento dos jovens em vez de aproximá-los e proporcionam dificuldades de se relacionar em grupo. Fala que “o consumismo excessivo, o uso exagerado do computador, dos jogos eletrônicos, da TV e a superproteção dos pais têm criado situações de isolamento”. Em outro trecho diz que “nos colégios e clubes, mesmo após meses de convívio, eles têm dificuldade de se aproximar dos colegas. São, na grande maioria, garotos individualistas e egocêntricos, vivem em mundos separados da realidade”.
Infelizmente, a tecnologia e tudo mais apontado pelo professor podem também ser responsáveis pelos resultados caóticos na língua portuguesa por um grande número de alunos. Passando horas diante de uma tela nas redes sociais, cultivando amizades virtuais ou com jogos intermináveis, são incapazes de descobrir a viagem mágica no mergulho da boa leitura, assim como da convivência saudável pela prática de esporte.
Como formar cidadãos críticos, que cumpram seus deveres e lutem por seus direitos se o primeiro passo a ser dado para isso é compreender um texto? Somente há a possibilidade de tomar uma atitude contra ou a favor de determinado tema em pauta tendo acesso a informações precisas. A tecnologia deveria ser uma parceira em vez de contribuir para a alienação dos jovens. Como ensinar redação a estudantes sem argumentos para defender seu ponto de vista? É imprescindível enfatizar a necessidade da leitura para redigir com clareza, no português padrão, usando um vocabulário rico e adequado, de forma coerente, concisa e sem repetição de ideias. O contato dos bebês com os livros emborrachados durante o banho, evoluindo para os contos de fadas contados pelos pais antes de os filhotes pegarem no sono e depois os propícios a cada faixa etária, contribui para que na adolescência já se tenha solidificado amor e intimidade com o romance, conto, crônica ou poema. Aí, certamente, haverá prazer de ler Machado de Assis, Ignácio de Loyola Brandão, Marina Colasanti, Adélia Prado, Nélida Piñon e muitos outros. Sem restrição alguma da substituição do livro impresso pela leitura digital. Afinal, por mais que os contumazes leitores valorizem o papel, na era da tecnologia é fundamental uma flexibilização para incentivar o ato de ler da garotada. Se, pelo contrário, optar-se por uma imposição, provavelmente, o tiro sairá pela culatra, e assim muitos jovens vão preferir ignorar a leitura.
segunda-feira, 12 de março de 2012
·
Fundação Cultural Palmares assina convênio de
cooperação com TRE do Ceará
Fundação Cultural Palmares assina convênio de cooperação com TRE do
Ceará
Por Mônica Santos
O presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, e o
presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, desembargador Ademar Mendes
Bezerra, assinarão Convênio de Cooperação Técnica para instalação de
seções eleitorais especiais nas comunidades quilombolas certificadas pela
Fundação Palmares no estado.
A assinatura será nesta terça-feira (13), e busca atender ao artigo 4ª
da Resolução TRE/CE nº 477, de 23 de janeiro de 2012. O objetivo é
promover o desenvolvimento das condições indispensáveis para o exercício do
direito de voto dos residentes nas comunidades quilombolas. Com o convênio, os
serviços de transferência, 2ª via, regularização e pedido de
título eleitoral serão disponibilizados com mais facilidade para os
quilombolas.
No estado do Ceará , 31 comunidades são certificadas pela
FCP. De acordo com o presidente Eloi Ferreira, a celebração deste
convênio vai ao encontro do disposto no Estatuto da Igualdade Racial, que busca
a inclusão da população negra.
“ É uma iniciativa que merece ser difundida, porque cria condições
concretas para facilitar aos quilombolas destas comunidades, o acesso ao
direito/dever de votar, e, assim influir na construção da igualdade de
oportunidades no acesso aos bens econômicos e culturais contemporâneos”,
explica.
Segundo o diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio
Afro-brasileiro, Alexandro Reis, a Palmares pretende realizar parcerias como
esta em outros estados com comunidades quilombolas certificadas pela Fundação
Palmares.
Para o TRE/CE, este é um
trabalho de auxílio mútuo para a criação e instalação de seções eleitorais com
o cadastramento da comunidade quilombola do Estado, além do incremento do
número de alistados em seções já existentes.
Serviço:
O quê: Assinatura de Convênio de Cooperação Técnica
Quando: 13 de março, às 16 horas
Onde: Sessão Plenária do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Ceará – Rua Jaime Benévolo, 21 – Centro –Fortaleza/CE
O quê: Assinatura de Convênio de Cooperação Técnica
Quando: 13 de março, às 16 horas
Onde: Sessão Plenária do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Ceará – Rua Jaime Benévolo, 21 – Centro –Fortaleza/CE
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Zumbi de Palmares 1° Herói Negro do Brasil!! 2012
"Zumbi dos Palmares: um símbolo de resistência e luta contra a escravidão."
Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.
No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Dandara Dandara foi uma guerreira negra do período colonial do Brasil, esposa de Zumbi..
Dandara
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Para outros significados, veja Dandara (desambiguação).
Dandara foi uma guerreira[1] negra do período colonial do Brasil, esposa de Zumbi dos Palmares [1][2] e mãe de seus três filhos[1]. Suicidou-se depois de presa[1], em seis de fevereiro de 1694, para não voltar na condição de escrava. Não existem dados sobre sua vida, e os relatos são lendas[2].
Árvore genealógica de Dandara, baseada nas informações do site da TV Brasil[3], em Reginaldo de Souza Santos[1] e em Décio Freitas[4]:
Algum Rei do Congo
Aqualtune
Ganga Zumba
Ganga Zona
Sabina
Zumbi dos Palmares
Dandara
filho filho filho
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nota: Para outros significados, veja Dandara (desambiguação).
Dandara foi uma guerreira[1] negra do período colonial do Brasil, esposa de Zumbi dos Palmares [1][2] e mãe de seus três filhos[1]. Suicidou-se depois de presa[1], em seis de fevereiro de 1694, para não voltar na condição de escrava. Não existem dados sobre sua vida, e os relatos são lendas[2].
Árvore genealógica de Dandara, baseada nas informações do site da TV Brasil[3], em Reginaldo de Souza Santos[1] e em Décio Freitas[4]:
Algum Rei do Congo
Aqualtune
Ganga Zumba
Ganga Zona
Sabina
Zumbi dos Palmares
Dandara
filho filho filho
Vozes femininas !!!
Vozes femininas - O ativismo das mulheres negras brasileiras
O ativismo de mulheres negras não apenas na sociedade brasileira, mas em toda a história da diáspora, ultrapassa as demarcações históricas impostas pelas datas que marcam o início do feminismo no mundo. Muito antes das mulheres buscarem direitos iguais no mercado de trabalho, as mulheres negras eram a principal força de trabalho que impulsionava o crescimento do Brasil como nação. De Dandara a Luiza Mahin e de Carolina Maria de Jesus até Benedita da Silva, a história das mulheres negras é marcada por luta, militância e pela bravura necessárias para enfrentar muitas vezes triplas jornadas e sofrer duplamente com a discriminação.
Com a intenção de apoiar essas mulheres nas batalhas do dia a dia e partilhar experiências que possam servir como incentivo para continuar a luta, foram criadas no decorrer da história, entidades de mulheres negras com as mais diversas características.
Dentre essas instituições está a ONG carioca Criola, que há duas décadas atua na formação de mulheres negras, para que essas se tornem agentes de transformação da sociedade, com ações voltadas para as áreas da saúde, economia, trabalho, direitos humanos, ação política e articulação com movimentos sociais, entre outras.
Dentre as fundadoras da Criola está a coordenadora geral, Jurema Werneck, que vê o ativismo como algo latente as mulheres negras brasileiras e aponta como ponto de partida da luta dessas mulheres, o exemplo transmitido pelas Ialodês, orixás femininas, representadas na mitologia africana sempre por personalidades fortes e pela autonomia marcada significativamente pela maneira pelas quais elas impõem sua vontade aos orixás masculinos que fazem parte do panteão.
Em entrevista exclusiva a afrobrasnews, Jurema Werneck, fala sobre a luta de mulheres negras, as conquistas já obtidas e sobre o que ainda é necessário enfrentar, nessa jornada pela sobrevivência.
afrobrasnews - A Criola existe há aproximadamente duas décadas, quais as necessidades que motivaram a criação da instituição e como foi o processo para que essa se concretizasse?
Jurema Werneck - Primeiro, a necessidade de dar continuidade a uma herança das mulheres negras, que se refere à atuação política - desde sempre, fomos ativas e ativistas. Criola é uma forma de passar adiante esta herança.
Segundo, a certeza de que o racismo patriarcal tem um funcionamento diferenciado segundo o sexo e a identidade de gênero das pessoas. Assim, uma vez que mulheres, homens, lésbicas, homossexuais e transexuais vivenciam o racismo de modo diferente, é preciso dar visibilidade a seus diferentes mecanismos, bem como às diferentes formas de enfrentamento necessárias. Ao lado de reconhecermos a necessidade urgente de tornar explícitas nossa recusa e condenação às opções violentamente sexistas em curso na sociedade em geral e no interior das comunidades negras, que buscam anular nossa potência e capacidades de ação.
afrobrasnews - Nesse período quais são os avanços que vocês observam na luta das mulheres negras no Brasil e o que ainda precisa ser conquistado?
Jurema Werneck - São 19 anos de existência. O mundo não muda tão rápido. Mas novos posicionamentos, novas condições de luta e participação na sociedade podem ser percebidas na sociedade brasileira. Um forte exemplo são as novas intelectuais negras: uma conquista da luta. Nós que começamos na década de 80 ou 90 tínhamos grandes referências intelectuais negras, mas eram poucas. Falo de mulheres como Lélia Gonzáles, Beatriz Nascimento e outras poucas, que colocaram seu pensamento, seu talento, sua visão de mundo como suporte às nossas lutas de transformação. Agora estamos formando um número muito maior de intelectuais - espero que elas respondam e percebam o tamanho de sua responsabilidade.
Podemos verificar também que, ainda que o sexismo continue em vigor, não é tão esdrúxula, na sociedade, a visibilidade de mulheres negras em luta falando e seu próprio nome.
afrobrasnews - Na Criola vocês desenvolvem projetos em diversas áreas. Qual o perfil das mulheres que procuram a instituição e que tipo de atividades são desenvolvidas?
Jurema Werneck - Nosso trabalho é de e para mulheres negras. Assim, os perfis são os mesmos que nós temos: diferentes escolaridades, diferentes faixas de renda, diferentes possibilidades de luta, diferentes graus de experiência das violências do racismo patriarcal. Nossa tarefa é propor a elas e com elas novas estratégias de ação, compartilhar informações e conhecimentos e atuar juntas nas lutas que são necessárias.
afrobrasnews - Em sua opinião, quais são as políticas públicas voltadas para a questão de gênero, especialmente ao se tratar de mulheres negras no Brasil, que ainda precisam ser construídas pelo governo?
Jurema Werneck - Apesar da forte atuação de Criola no campo da defesa e análise de políticas públicas das diferentes esferas (municipais, estaduais e nacionais), não encontramos ainda nenhuma política efetiva e consistente que tenha as mulheres negras como prioridade. Isto dá a medida de quanto temos que caminhar e do tamanho da dívida brasileira conosco - especialmente se considerarmos que estamos há 9 anos com governos nacionais de esquerda, que tiveram e têm mulheres negras em seu primeiro escalão! É preciso que estes governos, administradores da riqueza produzida em grande parte por nós, mulheres negras, nos devolvam o que é nosso por direito - em forma de políticas de educação, de saúde, de trabalho e emprego, de moradia, de transporte e etc - com vigor suficiente para eliminar as disparidades que existem no Brasil entre as mulheres negras e as mulheres brancas. E, principalmente, acabar com o privilégio dos homens brancos na apropriação das riquezas nacionais. Foi para isso, por sinal, que estes governos receberam novos votos.
afrobrasnews - Você acredita que o fato de a presidente do Brasil ser uma mulher pode impulsionar a criação dessas políticas?
Jurema Werneck - Acho que o fato de termos uma mulher na Presidência é uma consequência de nossa luta - e que dá a ela uma responsabilidade insuperável de fazer valer a herança e o mandato que recebeu. Mas para isso, é preciso, mais do que ser mulher, estar disposta a romper com o racismo patriarcal e derrubar toda a rede de privilégios que ele deixa disponível para todos os que são brancos, inclusive esta mulher que está na presidência. É preciso também que nós mulheres negras nos posicionemos nas lutas por nossos direitos de forma consistente, recusando cooptações e buscando novas estratégias para darmos os passos necessários à mudança real.
Por: Daniela Gomes
O ativismo de mulheres negras não apenas na sociedade brasileira, mas em toda a história da diáspora, ultrapassa as demarcações históricas impostas pelas datas que marcam o início do feminismo no mundo. Muito antes das mulheres buscarem direitos iguais no mercado de trabalho, as mulheres negras eram a principal força de trabalho que impulsionava o crescimento do Brasil como nação. De Dandara a Luiza Mahin e de Carolina Maria de Jesus até Benedita da Silva, a história das mulheres negras é marcada por luta, militância e pela bravura necessárias para enfrentar muitas vezes triplas jornadas e sofrer duplamente com a discriminação.
Com a intenção de apoiar essas mulheres nas batalhas do dia a dia e partilhar experiências que possam servir como incentivo para continuar a luta, foram criadas no decorrer da história, entidades de mulheres negras com as mais diversas características.
Dentre essas instituições está a ONG carioca Criola, que há duas décadas atua na formação de mulheres negras, para que essas se tornem agentes de transformação da sociedade, com ações voltadas para as áreas da saúde, economia, trabalho, direitos humanos, ação política e articulação com movimentos sociais, entre outras.
Dentre as fundadoras da Criola está a coordenadora geral, Jurema Werneck, que vê o ativismo como algo latente as mulheres negras brasileiras e aponta como ponto de partida da luta dessas mulheres, o exemplo transmitido pelas Ialodês, orixás femininas, representadas na mitologia africana sempre por personalidades fortes e pela autonomia marcada significativamente pela maneira pelas quais elas impõem sua vontade aos orixás masculinos que fazem parte do panteão.
Em entrevista exclusiva a afrobrasnews, Jurema Werneck, fala sobre a luta de mulheres negras, as conquistas já obtidas e sobre o que ainda é necessário enfrentar, nessa jornada pela sobrevivência.
afrobrasnews - A Criola existe há aproximadamente duas décadas, quais as necessidades que motivaram a criação da instituição e como foi o processo para que essa se concretizasse?
Jurema Werneck - Primeiro, a necessidade de dar continuidade a uma herança das mulheres negras, que se refere à atuação política - desde sempre, fomos ativas e ativistas. Criola é uma forma de passar adiante esta herança.
Segundo, a certeza de que o racismo patriarcal tem um funcionamento diferenciado segundo o sexo e a identidade de gênero das pessoas. Assim, uma vez que mulheres, homens, lésbicas, homossexuais e transexuais vivenciam o racismo de modo diferente, é preciso dar visibilidade a seus diferentes mecanismos, bem como às diferentes formas de enfrentamento necessárias. Ao lado de reconhecermos a necessidade urgente de tornar explícitas nossa recusa e condenação às opções violentamente sexistas em curso na sociedade em geral e no interior das comunidades negras, que buscam anular nossa potência e capacidades de ação.
afrobrasnews - Nesse período quais são os avanços que vocês observam na luta das mulheres negras no Brasil e o que ainda precisa ser conquistado?
Jurema Werneck - São 19 anos de existência. O mundo não muda tão rápido. Mas novos posicionamentos, novas condições de luta e participação na sociedade podem ser percebidas na sociedade brasileira. Um forte exemplo são as novas intelectuais negras: uma conquista da luta. Nós que começamos na década de 80 ou 90 tínhamos grandes referências intelectuais negras, mas eram poucas. Falo de mulheres como Lélia Gonzáles, Beatriz Nascimento e outras poucas, que colocaram seu pensamento, seu talento, sua visão de mundo como suporte às nossas lutas de transformação. Agora estamos formando um número muito maior de intelectuais - espero que elas respondam e percebam o tamanho de sua responsabilidade.
Podemos verificar também que, ainda que o sexismo continue em vigor, não é tão esdrúxula, na sociedade, a visibilidade de mulheres negras em luta falando e seu próprio nome.
afrobrasnews - Na Criola vocês desenvolvem projetos em diversas áreas. Qual o perfil das mulheres que procuram a instituição e que tipo de atividades são desenvolvidas?
Jurema Werneck - Nosso trabalho é de e para mulheres negras. Assim, os perfis são os mesmos que nós temos: diferentes escolaridades, diferentes faixas de renda, diferentes possibilidades de luta, diferentes graus de experiência das violências do racismo patriarcal. Nossa tarefa é propor a elas e com elas novas estratégias de ação, compartilhar informações e conhecimentos e atuar juntas nas lutas que são necessárias.
afrobrasnews - Em sua opinião, quais são as políticas públicas voltadas para a questão de gênero, especialmente ao se tratar de mulheres negras no Brasil, que ainda precisam ser construídas pelo governo?
Jurema Werneck - Apesar da forte atuação de Criola no campo da defesa e análise de políticas públicas das diferentes esferas (municipais, estaduais e nacionais), não encontramos ainda nenhuma política efetiva e consistente que tenha as mulheres negras como prioridade. Isto dá a medida de quanto temos que caminhar e do tamanho da dívida brasileira conosco - especialmente se considerarmos que estamos há 9 anos com governos nacionais de esquerda, que tiveram e têm mulheres negras em seu primeiro escalão! É preciso que estes governos, administradores da riqueza produzida em grande parte por nós, mulheres negras, nos devolvam o que é nosso por direito - em forma de políticas de educação, de saúde, de trabalho e emprego, de moradia, de transporte e etc - com vigor suficiente para eliminar as disparidades que existem no Brasil entre as mulheres negras e as mulheres brancas. E, principalmente, acabar com o privilégio dos homens brancos na apropriação das riquezas nacionais. Foi para isso, por sinal, que estes governos receberam novos votos.
afrobrasnews - Você acredita que o fato de a presidente do Brasil ser uma mulher pode impulsionar a criação dessas políticas?
Jurema Werneck - Acho que o fato de termos uma mulher na Presidência é uma consequência de nossa luta - e que dá a ela uma responsabilidade insuperável de fazer valer a herança e o mandato que recebeu. Mas para isso, é preciso, mais do que ser mulher, estar disposta a romper com o racismo patriarcal e derrubar toda a rede de privilégios que ele deixa disponível para todos os que são brancos, inclusive esta mulher que está na presidência. É preciso também que nós mulheres negras nos posicionemos nas lutas por nossos direitos de forma consistente, recusando cooptações e buscando novas estratégias para darmos os passos necessários à mudança real.
Por: Daniela Gomes
Atenção Mulheres!!!
Mulheres Negras, Companheir@s de Jornada,
O site "Mulheres negras: do umbigo para o mundo", online desde 1999, ano de sua ciração, tem concentrado suas ações em prol da emancipação política, econômica e cultural das mulheres negras brasileiras, tendo como suporte as tecnologias de informação e comunicação. Essa é nossa missão: oferecer informação qualificada sobre temas de interesse da comunidade negra e que interferem nas configurações raciais da sociedade brasileira.
Na contemporaneidade, o acesso à informação passa a ser direito fundamental para cidadãs e cidadãos comprometidos com o desenvolvimento humano. Nenhum indivíduo, nenhum grupo, nenhuma sociedade, nenhum país pode ser alijado desse direito. Um de nossos principais objetivos nesse site é colocarmos à disposição de vocês informações e conhecimentos que são de suma importância para a emancipação de gênero e de raça, enfim, para aquel@s que buscam justiça social.
Acreditamos que desta forma estaremos contribuindo para o alcance de um mundo mais justo e para dar mais visibilidade à comunidade negra, tão vilipendiada na construção histórica de nosso país.
Nosso trabalho, entretanto, depende muito de sua contribuição. Para mantermos esse site atualizado, com informações dispnibilizadas para tod@s, contamos com você!!!
O trabalho em rede dará o tom de nosso site. Colabore, participe, dê sua opinião, envie suas comunicações, produção acadêmica, mantenha atualizado o nosso cadastro de pesquisador@s negr@s e as informações sobre a sua entidade.
Sejam tod@s muito bem-vind@s!
Eliane Borges
Organizadora
Março, 2011
O site "Mulheres negras: do umbigo para o mundo", online desde 1999, ano de sua ciração, tem concentrado suas ações em prol da emancipação política, econômica e cultural das mulheres negras brasileiras, tendo como suporte as tecnologias de informação e comunicação. Essa é nossa missão: oferecer informação qualificada sobre temas de interesse da comunidade negra e que interferem nas configurações raciais da sociedade brasileira.
Na contemporaneidade, o acesso à informação passa a ser direito fundamental para cidadãs e cidadãos comprometidos com o desenvolvimento humano. Nenhum indivíduo, nenhum grupo, nenhuma sociedade, nenhum país pode ser alijado desse direito. Um de nossos principais objetivos nesse site é colocarmos à disposição de vocês informações e conhecimentos que são de suma importância para a emancipação de gênero e de raça, enfim, para aquel@s que buscam justiça social.
Acreditamos que desta forma estaremos contribuindo para o alcance de um mundo mais justo e para dar mais visibilidade à comunidade negra, tão vilipendiada na construção histórica de nosso país.
Nosso trabalho, entretanto, depende muito de sua contribuição. Para mantermos esse site atualizado, com informações dispnibilizadas para tod@s, contamos com você!!!
O trabalho em rede dará o tom de nosso site. Colabore, participe, dê sua opinião, envie suas comunicações, produção acadêmica, mantenha atualizado o nosso cadastro de pesquisador@s negr@s e as informações sobre a sua entidade.
Sejam tod@s muito bem-vind@s!
Eliane Borges
Organizadora
Março, 2011
Homenageado 2011 no Blog da Cosnciência Negra é!!! Afonso Arinos...l
Jurista e político mineiro (27/11/1905-27/8/1990). Afonso Arinos de Melo Franco é um dos autores do Manifesto dos Mineiros, de 1943, que apressa a derrubada da ditadura Vargas. Nascido em Belo Horizonte, forma-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Elege-se deputado federal pela União Democrática Nacional (UDN), em 1947, e notabiliza-se pela chamada Lei Afonso Arinos, contra a discriminação racial.Afasta-se dos militares por discordar da legislação autoritária. Apesar disso colabora com o governo durante a gestão de Ernesto Geisel, propondo reformas constitucionais. É eleito senador constituinte em 1986, pelo estado do Rio de Janeiro, e preside a Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte
domingo, 20 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Bom feriado!!!
Uma palavra muda tudo!!!
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas
A amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o oposto.
“A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”
Nelson Mandela
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas
A amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o oposto.
“A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.”
Nelson Mandela
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