sexta-feira, 16 de julho de 2010

18 /O7 Nascimento do líder sul-africano Nelson Mandela / 1918



























Introdução



Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999.



Luta contra o apartheid



O apartheid, que significa "vida separada", era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais.



Ainda estudante de Direito, Mandela começou sua luta contra o regime do apartheid. No ano de 1942, entrou efetivamente para a oposição, ingressando no Congresso Nacional Africano (movimento contra o apartheid). Em 1944, participou da fundação, junto com Oliver Tambo e Walter Sisulu, da Liga Jovem do CNA.



Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.



Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.



Em 1961, Mandela tornou-se comandante do braço armado do CNA, conhecido como "Lança da Nação". Passou a buscar ajuda financeira internacional para financiar a luta. Porém, em 1962, foi preso e condenado a cinco anos de prisão, por incentivo a greves e viagem ao exterior sem autorização. Em 1964, Mandela foi julgado novamente e condenado a prisão perpétua por planejar ações armadas.



Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.



Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.



Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos.



Com o fim do mandato de presidente, Mandela afastou-se da política dedicando-se a causas de várias organizações sociais em prol dos direito humanos. Já recebeu diversas homenagens e congratulações internacionais pelo reconhecimento de sua vida de luta pelos direitos sociais.



Algumas frases de Nelson Mandela



- "Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos."

- "Uma boa cabeça e um bom coração formam uma formidável combinação."

- "Não há caminho fácil para a Liberdade."

- "A queda da opressão foi sancionada pela humanidade, e é a maior aspiração de cada homem livre."

- "A luta é a minha vida. Continuarei a lutar pela liberdade até o fim de meus dias."

- "A educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo."



Dia Internacional de Nelson Mandela



- A partir de 2010, será celebrado em 18 de julho de cada ano o Dia Internacional de Nelson Mandela. A data foi definida pela Assembléia Geral da ONU e corresponde ao dia de seu nascimento.



17/07 O ator Grande Otelo recebe o título de Cidadão Paulistano / 1978











Otelo, Grande (1915 - 1993)















Nascimento/ Morte






1917 - Uberlândia MG - 18 de outubro






1993 - Paris, França - 26 de novembro






Cronologia


Ator, compositor e cantor






1968 - Recebe o título de Cidadão Carioca, entregue pela Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara






1978 - Recebe o título de Cidadão Paulistano, da Câmara Municipal de São Paulo






1979 - Ganha o Troféu Velho Guerreiro - Programa do Chacrinha, Rede Globo de Televisão, no Rio de Janeiro






1980 - Recebe o Prêmio Molière de Teatro - Prêmio Especial, pelo melhor conjunto de trabalhos






1981 - Obtém o título de Cidadão Carioca, concecido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro






1984 - Recebe o título de Cidadão Honorário de Belo Horizonte






1985 - É um dos homenageados pela Association pour la Promotion des Cultures du Monde Noir, na Martinica, França






1985 - Recebe, em Brasília, o título de Commandateur de l'Ordre des Arts et Lettres, da embaixada da França, pelas mãos do ministro francês da cultura, Jack Lang






1985 - É inaugurada, no Rio de Janeiro, a exposição de fotografias e cartazes que focalizam a sua vida e obra, no Instituto Nacional de Artes Cênicas - Inacem






1986 - Recebe, com Mara Rúbia e Virgínia Lane, o Troféu Homenagem Especial, do Inacem, como representantes do teatro de revista






1991 - É Homenageado, em Brasília, pela Fundação Cultural Palmares






1993 - Morre em Paris. O ator seria homenageado no 15º Festival dos Três Continentes, em Nantes, França











quinta-feira, 15 de julho de 2010

15/07 "Ocorre a primeira Conferência sobre a Mulher Negra nas Américas, Equador / 1984"










"Mulher Negra "
uma outra História






Pouco mais de cinqüenta anos nos separam da universal declaração de direitos ao que é humano.

Pouco mais de um século nos separa do tempo e espaço em que, como escravas, não éramos donas de nossa fala, nosso corpo, nosso destino.

Ainda hoje tentam nos negar qualquer vida psicológica e intelectual, exibem nosso corpo colonizado pelas fantasias sexuais mais secretas - um corpo sem afetividade.

Se a violência contra a mulher é uma epidemia que desconhece classes sociais, existem segmentos que são mais vulneráveis porque já têm uma outra história de violência, como é o das mulheres negras, sob fogo cruzado de várias formas de violência: a de gênero, privada, no lar; a da pobreza, que as escraviza a jornadas de trabalho intermináveis das quais não sobrará sequer a mínima aposentadoria; e o preconceito racial que ainda tenta nos confinar no espaço que vai do fogão ao tanque, domesticadas, no fundo de cena.

Alguns fatores nos tornam sujeito de direitos diferenciados, ou de não-direitos. Coisas de um passado muito próximo, ainda à flor da pele.

É pelas raízes numa história e numa cultura que não são as mesmas das mulheres brancas, que nós, mulheres negras não nos identificamos tanto com os estereótipos de fragilidade, de submissão e dependência associadas à figura feminina.



Alzira Rufino.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

LOU RAWLS LIVE - YOU'LL NEVER FIND ANOTHER LOVE LIKE MINE

Júlio César - com 11 anos.


Fejuca2


Começou profissionalmente na música aos 10 de idade tocando cavaquinho. Foi muito influenciado pelas rodas de samba que aconteciam aos finais de semana no bar de um tio.


Ainda na infância foi influenciado pela black music dos anos 70, nas festas que aconteciam na casa de familiares. Nessa fase teve o primeiro contato com Jackson 5, Earth Wind Fire e Kool And The Gang. Em 1995, junto com alguns amigos fundaram o grupo de samba “Samba Kids” composto por crianças com até 15 anos de idade.

Com 15 de idade começou a tocar com o violonista José da Conceição, aos domingos de manhã no chorinho que acontece no Museu do Café, em Ribeirão Preto. Aos 16 anos, conheceu o guitarrista Carlinhos Machado que foi seu principal professor, também estudou com João Luiz e na Universidade Livre de Musica SP.


Foi vencedor no Conservatório Villa-Lobos, durante a realização do XXII Seminário de Violão em 2004.

Participou do programa Raul Gil acompanhando o calouro Luciano Tiso onde foram campeões dos Jovens Talentos 2004.


Participou do FAM – Festival da Alta Mogiana – em Ribeirão Preto em 2007, como músico de apoio da banda principal.


Em 2008, excursionou pela Europa onde acompanhou os grupos: Abuwa (Costa do Marfim), Amazone (Noruega), Tom Lund violonista norueguês, Sheldon Blackman (Trinidad Tobago), Silverland (Noruega) e Uriel Seri (França).


Atualmente trabalha com a Banda Balaço, Mariana Aydar, Grupo Sambô, San Santiago e Choro Malandro...


14/ 07/2010 Fejuca " Gente Nossa " Ele esta no meu orkut (Consciencia Negra) Fatima Aparecida Costa.
















Começou profissionalmente na música aos 10 de idade tocando cavaquinho. Foi muito influenciado pelas rodas de samba que aconteciam aos finais de semana no bar de um tio.
Ainda na infância foi influenciado pela black music dos anos 70, nas festas que aconteciam na casa de familiares. Nessa fase teve o primeiro contato com Jackson 5, Earth Wind Fire e Kool And The Gang. Em 1995, junto com alguns amigos fundaram o grupo de samba “Samba Kids” composto por crianças com até 15 anos de idade.


Com 15 de idade começou a tocar com o violonista José da Conceição, aos domingos de manhã no chorinho que acontece no Museu do Café, em Ribeirão Preto. Aos 16 anos, conheceu o guitarrista Carlinhos Machado que foi seu principal professor, também estudou com João Luiz e na Universidade Livre de Musica SP.


Foi vencedor no Conservatório Villa-Lobos, durante a realização do XXII Seminário de Violão em 2004.


Participou do programa Raul Gil acompanhando o calouro Luciano Tiso onde foram campeões dos Jovens Talentos 2004.


Participou do FAM – Festival da Alta Mogiana – em Ribeirão Preto em 2007, como músico de apoio da banda principal.



Em 2008, excursionou pela Europa onde acompanhou os grupos: Abuwa (Costa do Marfim), Amazone (Noruega), Tom Lund violonista norueguês, Sheldon Blackman (Trinidad Tobago), Silverland (Noruega) e Uriel Seri (França).




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atualmente trabalha com a Banda Balaço, Mariana Aydar, Grupo Sambô, San Santiago e Choro Malandro...

13/07/2010 " Paulo Moura "

O músico Paulo Moura, 77, morreu no fim da noite desta segunda-feira na Clínica São Vicente, no Rio. Segundo a instituição, ele tinha linfoma (câncer do sistema linfático) e estava internado desde 4 de julho.



Clarinetista e saxofonista, Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental no Brasil e tocou com Ary Barroso, Dalva de Oliveira e Elis Regina, entre outros.



O músico nasceu em 1933, em São José do Rio Preto (interior de São Paulo) e começou a estudar música aos nove anos, incentivado pelo pai e irmãos -- também músicos. Aos 11 anos, começou a tocar no conjunto de seu pai - Pedro Moura - em bailes populares. Em 1947, se mudou para o Rio de Janeiro com a família. Gravou seu primeiro disco, "Moto Perpetuo", em 1956.



Moura ganhou o primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com o trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas", em 2000. E foi indicado novamente ao Grammy em 2008, na categoria Melhor CD Instrumental, como disco "Para cá e Pra Lá".



Seu último trabalho foi o CD AfroBossaNova, lançado em julho do ano passado. Em 2009, ele também fez shows na Tunísia e no Equador.





terça-feira, 13 de julho de 2010

12/07 - Independência de São Tomé e Príncipe / 1975 ( ecoturismo)

  


















Ecoturísmo

Uma grande parte do arquipélago forma o parque 'Ôbo', um parque natural protegido que representa nada mais, nada menos que um terço da superfície do país, ou seja cerca de 300 km².



Ôbo significa 'bosque selvagem, impenetrável'. É o resultado de um projecto de proteção nacional do meio ambiente iniciado em 1992. O objectivo é de proteger e de conservar racionalmente os ecosistemas florestais. Este projecto faz parte do programa Ecofac, programa importante na Africa Central.



Duas zonas constituem o parque Ôbo: uma na ilha de São Tomé de uma superfície de cerca de 235 km² e uma outra na ilha do Principe de uma superfície de cerca de 65 km² (ou seja quase a metade da ilha). Atráves do eco-turismo a floresta pôde ser valorizada, especialmente graças ao corpo de guardas florestais. Foram formados vários guias para acompanhar os turistas ao longo desses parques. Várias caminhadas são propostas (informe-se nas agências de viajens locais). A maioria das pistas de caminhadas partem de Bom Sucesso, acessível rapidamente à pé e facilmente desde a pousada Boa Vista, em cima de Monte Café. Terá a ocasião de descobrir uma floresta primária densa, algumas roças, cascatas. A não faltar Lagoa Amélia, cratera de um antigo vulcão: com um guia pode andar na cratera sobre uma camada vegetal esponjosa muito densa. As vistas sobre a ilha, em céu limpo, são particularmente soberbas. Para os melhores caminhadores, a ascensão do Pico a 2024 metros levará menos de um dia. O pico desaparece na bruma mas, pode-se descobrir um panorama excepcional na parte norte da ilha.



Durante as caminhadas pode-se observar algumas orquídeas, dentre as quais muitas são endémicas na ilha de São Tomé, vários passáros, estes também endémicos e pequenos macacos.



As tartarugas





São Tomé e Princípe representa um sítio importante para as tartarugas marinhas para a diversidade das espécies e as fases de vida susceptíveis de serem encontradas. Cinco espécies de tartarugas marinhas frequentam as águas do arquipélago: a tartaruga olivácea, localmente denominada tartaruga bastarda (Lepidochelys olivacea), a tartaruga verde, localmente denominada tartaruga ambo (Chelonia mydas), a tartaruga sarda (Eretmochelys imbricata), a tartaruga-de-couro, localmente denominada tartaruga ambulância (Dermochelys coriacea) e enfim a tartaruga cuana (Caretta caretta).



A orientação das tartarugas é um dos comportamentos dos mais notáveis. Uma tartaruga verde nascida na praia do norte de São Tomé pode atravessar o Atlântico e retornar mais de 20 anos depois para escavar um buraco antes de depositar os seus ovos. As distâncias percorridas são de aproximadamente vários milhares de quilómetros e a praia de nascimento da tartaruga pode fazer apenas uma centena de metros de comprimento. A facilidade das tartarugas é apenas real em mar e as subidas obrigatórias nas praias aquando das posturas são longas e fastidiosas. É neste momento que as tartarugas são mais vulneráveis. Os ninhos são frequentemente pilhados pelos animais como os cães e os porcos selvagens. Ao favor de uma maré importante, o ninho pode ser destruído pelas ondas se a tartaruga não o escavar bastante distante. Contudo, esta distância é bem longa para as juvenis em eclosão que têm que enfrentar os primeiros predadores que são os pássaros de mar e os caranguejos. Uma vez em mar, a pressão de predação é ainda forte, e finalmente, poucas tartarugas chegarão à idade adulta. As tartarugas sobem às praias de noite e estas subidas parecem ser particularmente influenciadas pelo vento e pela maré. Recintos de incubação, onde os ovos são incubados artificialmente, foram instalados pela Ecofac com a ajuda das autoridades santomenses nomeadamente em Micoló, a fim de preservar o melhor possível os ovos, cada ano vários milhares de bebés tartarugas são então liberados em mar.



A flora e a fauna





São Tomé e Príncipe tem populações típicamente insulares, com diversas espécies endémicas e alguns géneros endémicos. 30% das espécies de pássaros, ou seja 26 exactamente, residentes nesse arquipélago são endémicos. Encontra-se muitas borboletas, periquitos, papagaios e especialmente o papagaio cinzento da ilha do Príncipe. Encontra-se também espécies mais familiares como os macacos de pequeno gabarito, algumas raras vacas, lagartos, algumas serpentes inofensivas à excepção da cobra preta que não se encontra nos lugares habitados pelos homens.



A fauna marinha é considerável, sobretudo ao largo da ilha do Príncipe: quatro espécies de tartarugas, barracudas, atuns, golfinhos, espadins negro e em certas datas algumas baleiais.



Foi recenseado cerca de 800 plantas no arquipélago, dentre as quais 120 são endémicas. Algumas flores despertam sempre a atenção dos turistas: a rosa de porcelana, a rosa vermelha-alaranjada, os bicos de papagaio.







Praias em São Tomé e Príncipe

As excelentes condições climatéricas locais existentes ao longo do ano, aliadas ao mar de água quente e límpida com cores variadas (turquesa, esmeralda e negro), onde se observa também praias de areia fina e os recursos marinhos existentes, permitem a prática de várias actividades balneares tais como a pesca do fundo, o mergulho, o ski aquático, a vela entre outras. Nos últimos anos, São Tomé e Príncipe tem servido de palco para a realização de inúmeras actividades da pesca desportiva, assim como competições de motos de água.



Fonte: www.turismo-stp.org

12/07 - Independência de São Tomé e Príncipe / 1975 ( cultura geral e dança)

  













Continente: África

Nome Completo: República Democrática de São Tome e Príncipe


Localização: Arquipélago no Centro-Oeste Africano


Coordenadas: 1 00 N, 7 00 E

Limites: Não se aplica


Capital: São Tomé


Governo: República Mista


Moeda: Dobra


Área: 964 km2


Nacionalidade: São-tomense


População: 170.372 (julho/2002)


Mortalidade: 47,5 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)

Vida: 65,93 anos


Ponto Culminante: Pico de São Tomé, 2.024 m


Religiões: Cristianismo 85%, Islamismo 5%, Outras 10%


Idiomas: Português (oficial)

Analfabetismo: 20%
Renda: US$ 270 (2001)





São Tomé e Príncipe
Antiga colónia portuguesa independente desde 1975, São Tomé e Príncipe quer favorecer um turismo de qualidade, propondo um quadro único de descoberta, preservando o melhor possível as suas paisagens luxuriantes, a sua arquitectura singular e, sobretudo, a sua cultura calma.

São Tomé e Príncipe é um país em vias de desenvolvimento cuja economia é baseada essencialmente no cacau, no café, na pequena agricultura e na pesca. Situado no Golfo de Guiné, sobre o Equador, a aproximadamente 220 quilómetros da costa ocidental africana, é o segundo estado mas pequeno de África, depois das Ilhas Seicheles.

O Arquipélago, de origem vulcânica, é constituído pelas ilhas de São Tomé com 854 Km² e pela ilha de Príncipe com 136 Km² e ainda por inúmeros ilhéus, com uma superfície total de 1001 Km². Percorrendo as ilhas, no meio de uma vegetação exuberante, entrecortada por numerosos cursos de água e riachos, distinguem-se relevos acidentados de altitudes diferentes. Os mais importantes são: o Pico de S. Tomé com 2024 metros, o Pico Pinheiro, o Pico Calvário, o Pico Cabumbé, o Pico do Príncipe, o Pico Papagaio, e o Pico Cão Grande que constitui uma referência da paisagem local.


As Ilhas contam com cerca de 140 000 habitantes (cerca de 7 000 no Príncipe). É uma população mestiça aberta ao mundo e sorridente que gosta de intercambiar com os estrangeiros apesar de um forte indíce de pobreza.

Cultura de São Tomé e Príncipe

Com uma história densa de contornos universais, São Tomé e Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo. Sendo a população sãotomense resultado da miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem patente na sua cultura (no seu rico folclore, na língua, na dança, na música, no seu ritual e na gastronomia).

Na área arquitectónica, a fortaleza de São Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé), situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo Histórico e outros tantos edifícios de inspiração barroca são espaços de visitas culturalmente enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui uma colecção de arte sacra e de reconstituição de interiores tradicionais da época colonial.


Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração popular; são muitas as festividades religiosas celebradas de acordo com as tradições da Igreja católica e manifestações pagãs que animam as ruas das principais cidades, vilas e luchans.

Entre várias formas de expressão cultural no arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá, Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de talento não faltam. É possível encontrar artistas em diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte, na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia. Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de assinalar também que vários hotéis, restaurantes e bares propõem lugares de exposições e de vendas.

Tchiloli

Desde o século XVI, uma peça de teatro, o Tchiloli, é encenada na ilha de São Tomé e Príncipe ritmando os tempos fortes do ano: as festas religiosas e as festas civis. A representação dura quase quatro horas. É uma obra atribuída ao poeta cego português Balthasar Dias: "A tragédia do marquês de Mântua e do Imperador Carlos Magno". A peça foi introduzida em São Tomé e Príncipe no fim do século XVI pelos portugueses que vieram implantar a cultura de cana-de-açúcar.

A história desenrola-se durante a época carolíngia e foi trazida sem dúvidas pelos trovadores de origem borgonhesa a partir do século XI em Portugal.

O Tchiloli (nome crioulo da peça), mostra várias personagens históricas: Carlos Magno, seu filho Carloto, o Marquês de Mântua, Balduino, Reinaldo de Montalvão, Rolando. O encadeamento da história é construido em torno de um assassinato que dá lugar a uma longa apologia sobre a justiça. O assassinato acontece durante uma caçada, Marquês de Mântua descobre seu sobrinho Valdevinos, que agonisa. Valdevinos em agónia acusa o príncipe D.Carloto, seu melhor amigo, de o ter matado para lhe roubar a sua esposa, Sibila. Marquês de Mântua envia o duque de Amão e Beltrão a Corte de Carlos Magno para pedir justiça. É então organizado um processo na presença do defunto que é colocado entre as duas famílias. Uma carta encontrada, é levada por um jovem pagem, acabrunha Carloto. Apesar das súplicas da sua mulher, Carlos Magno condena à morte o seu filho na presença do ministrol da Justiça. D.Carloto recorre desta decisão com ajuda do seu advogado o conde Anderson mas em vão, Carlos Magno permanece inflexível.


Desde o século XVI que os são-tomenses apropriaram-se desta peça incluindo os seus próprios textos e a sua cultura. Os textos são também improvisados de acordo com a actualidade local. Os fatos e os acessórios são frequentemente contemporâneos: telefone portátil que serve para chamar o advogado, um relógio é utilizado por Carlos Magno que consulta a hora, óculos de sol em plástico são utilizados pelos actores que utilizam também pastas, máquinas de escrever.

A peça põe em cena um processo onde a justiça é feita, quer seja o acusado rico, quer seja o acusado pobre. A presença ainda muito importante desta peça após estes séculos passados pode ser explicada por dois factos essenciais. O primeiro é a visão do poder português em Carlos Magno e um público que se reconhece na pessoa de marquês de Mântua que é injustamente oprimido mas que resiste. O segundo é a representação da vítima que é omnipresente durante a peça que representa o culto dos Africanos para as mortes com a preocupação de honrá-los.


As companhias teatrais, denominadas "Tragédia", que dão as representações de Tchiloli, são constituídas por cerca de trinta pessoas: todos homens que desempenham então os papéis das mulheres. Os papéis são hereditários, cada um dos actores possui o seu papel durante toda a vida e transmite-o aos seus filhos ou afilhados.


Floripes

O Auto da Floripes é o 'Tchiloli' de Príncipe. É exclusivamente encenado uma só vez por ano, 10 de Agosto, dia do santo Lourenço. A festa dura um dia. O autor da peça é desconhecido e não se sabe como foi introduzida na ilha. A festa se passa da seguinte maneira: desde a madrugada do dia 10 de Agosto é dado uma alvorada nas ruas de Santo António pelo embaixador cristão e pelo embaixador mouro que reúne os actores ao som dos tambores e das cornetas. O embaixador cristão está a frente da igreja e o embaixador mouro está na outra extremidade da rua, do outro lado do rio. O encadeamento da história é construído em volta da guerra de Carlos Magno e dos seus doze pares contra o Almirante Balão e seus reis mouros. A guerra pode ser evitada se um dos grupos se converter à religião do outro. Cada grupo envia então, um embaixador para pedir ao outro que se converta a religião do grupo oposto. Três horas de combate opõem Olivério e Fierabras que é o filho de Balão. O amor de Floripes, filha de Balão, se converte ao cristianismo e salvará assim Guy de Borgonha, Olivério e os outros.

A peça se desenrola em diferentes lugares da cidade. O papel de Floripes é desempenhado por uma jovem virgem de Príncipe que é escolhida entre as mais belas. Os outros papéis, como no Tchiloli, são hereditários. Não há nem orquestra nem danças. A festa acaba por volta das 20 horas.

Como no Tchiloli os anacronismos fazem parte da peça: o guarda escruta com binóculos o céu, no caso do Almirante tentar um ataque aéreo. Os trajes são multicores e sarapintados.


Danços

Como no continente africano, a dança faz parte integrante da cultura são-tomense. Ao longo do ano, as danças animam as festas, os rituais e as manifestações. Os costumes, os cantos, as saudações marcam a originalidade de cada dança.
A dança 'ussua'

Teria nascido no início nos anos 1900, dança praticada pelos 'filhos da terra' de inspiração europeia: pas-des-lanciers, pas-de-quatre e minuete. A orquestra era composta a base de instrumentos europeus (acordeões) e africanos (tambores). É uma dança de salão das 'roças' que foi ensinada às crianças nas escolas até os anos 1960. No entanto, ela continua a ser dançada em diversas ocasiões para apresentações públicas.


A dança 'socopé'

O socopé é uma dança de origem africana: ritmo síncope, sensualidade, os textos criticam os acontecimentos nas comunidades. Etimologicamente, é uma dança que se dança 'só com os pés'. Trata-se de uma dança mundana nascida sem dúvida no Brasil no fim do século XVII e trazida a Portugal pela Corte que estava refugiada no Rio de Janeiro. Tivera sido introduzida em São Tomé no início do século XIX. Reúne todas as camadas sociais e todos os grupos étnicos. A orquestra é mais africana.


A dança 'puita'

A puita e a semba designam a mesma dança. A semba foi introduzida pelos Angolanos, ela deriva do caduque que era dançado em Luanda. A diferença é que o semba não venera os mortos como o caduque. Seu nome provem de um instrumento de música, uma flauta em bambú, denominada puita. Dança proibida na época colonial pelo seu carácter erótico, ela venera os defuntos. A tradição diz que no trigésimo dia depois da morte do defunto, uma festa seja organizada em sua honra pela sua saúde no outro mundo: come-se, bebe-se, dança-se. Ao amanhacer uma missa em honra do defunto põe fim à festa.
'Danço-Congo'

É a dança mais popular e a mais africana. Ela é praticada pelos Angolares que ficaram muito tempo fechados às influências europeais. É uma dança violenta, muito ritmada que mobiliza todo o corpo. Foi também proibida na época colonial e pouco apreciada dos 'filhos da terra'. Encena, uns trinta dançarinos sob a orientação de um capitão acompanhado do 'logoso do anso molê' (anjo da guarda da roça que morre), de dois 'anso canta' (anjos cantores), de dois 'pé-pau' (dançarinos em andas), de quatro doidos, de um feticeiro, de um 'zugozugo' (ajudante feticeiro), de um 'djabo' (diabo), de quatro tocadores de tambor, o resto dança tocando canzas. Os trajos são muito coloridos, sarapintados, o feticeiro, seu ajudante e o diabo usam disfarces terrificantes, outros usam grandes chapéus. O tema do cenário é a herança de uma roça onde a estupidez e a fragilidade caracterizam os proprietários brancos das roças enquanto que a força, a bravura caracterisam os Angolores.


12/07 - Independência de São Tomé e Príncipe / 1975



















DADOS PRINCIPAIS

Nome oficial: República Democrática de São Tomé e Príncipe.

Nacionalidade: são-tomense.

Data nacional: 12 de julho (Independência).

Capital: São Tomé.

Cidade principal: São Tomé (43.420) (1991).

Idioma: português (oficial), línguas regionais.

Religião: cristianismo 100% (católicos 80%, protestantes 20%) (1991).



GEOGRAFIA

Localização: centro-oeste da África, oceano Atlântico.

Hora local: + 3h.

Área: 964 km2.

Clima: equatorial chuvoso.

Área de floresta: mil km2 (1995).



POPULAÇÃO

Total: 140 mil (1998), sendo africanos 95%, eurafricanos 4%, portugueses e outros 1% (1996).

Densidade: 147,3 hab./km2.

População urbana: 45% (1998).

População rural: 55% (1998).

Crescimento demográfico: 2% ao ano (1998).

Fecundidade: 6,1 filhos por mulher (1999).

Expectativa de vida M/F: 62/65 anos (1999).

Mortalidade infantil: 60 por mil nascimentos (1998).

IDH (0-1): 0,547 (1998).



POLÍTICA

Principais partidos: Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe-Social Democrata (MLSTP-PSD), Ação Democrática Independente (ADI), de Convergência Democrática-Grupo de Reflexão (PCD-GR).

Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 55 membros eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.

Constituição em vigor: 1990.



ECONOMIA

Moeda: dobra.

PIB: US$ 41 milhões (1998).

PIB agropecuária: 21% (1998).

PIB indústria: 17% (1998).

PIB serviços: 62% (1998).

Crescimento do PIB: 2% ao ano (1998).

Renda per capita: US$ 270 (1998).

Força de trabalho: 50 mil (1991).

Agricultura: cacau, coco, café, fruto de palma, palmito.

Pecuária: bovinos, caprinos, aves.

Pesca: 3,3 mil t (1997).

Indústria: bebidas (refrigerante e cerveja), têxtil, vestuário, equipamentos elétricos, química (sabonetes).

Exportações: US$ 6 milhões (1998).

Importações: US$ 35 milhões (1997).

Principais parceiros comerciais: Portugal, Holanda (Países Baixos), França, Japão, Bélgica, Angola, Alemanha.



Fonte: www.portalbrasil.net



São Tomé e Príncipe